03/06/2016 - Entre mesas e balcões: Restaurantes e bares de Curitiba nas décadas de 1950 e 1960

CLIPPING - NOTÍCIAS DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO PAÍS

 

Mostra está em cartaz na Casa Romário Martins

 

 

Imagens de bares e restaurantes que fizeram história na segunda metade do século 20, em Curitiba, compõem a mostra que está em cartaz na Casa Romário Martins. “Entre mesas e balcões: Restaurantes e bares de Curitiba nas décadas de 1950 e 1960” reflete um momento em que a cidade passava por transformações.

Fundamentada na tese de doutorado em História da professora Maria do Carmo Marcondes Brandão Rolim, defendida em 1997, a exposição reúne fotografias de época de mais de 30 estabelecimentos, selecionadas em acervos particulares e na Casa da Memória (Diretoria de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da Fundação Cultural de Curitiba). O projeto de montagem da exposição a partir da pesquisa acadêmica foi financiado pelo Fundo Municipal da Cultura.

As fotografias revelam hábitos dos curitibanos e características dos bares e restaurantes tradicionais. Haviam locais onde predominavam as famílias, principalmente para os almoços de domingo, e lugares que eram tidos como redutos masculinos, como o Bar Stuart, o Cinelândia da Ermelino, o Buraco do Tatu, a Gruta da Onça, com seus pratos mais exóticos e picantes, como, por exemplo, testículos de boi e carne-de-onça.

O Bar Palácio, o Mignon e o Triângulo ficaram famosos por permanecerem abertos até de madrugada, sendo muito frequentados por boêmios e jornalistas. A presença de políticos fazia a fama de alguns lugares, como o Vagão do Armistício, que era o restaurante preferido do interventor Manoel Ribas, e o Nino, dos governadores Bento Munhoz da Rocha Neto e Ney Braga. Os bares também refletiam determinados padrões de moralidade da época. No caso do Bar Palácio, por exemplo, mulher desacompanhada não entrava.

As especialidades identificavam bares e restaurantes, onde predominava uma cozinha familiar e ao mesmo tempo tradicional: a comida típica italiana dos restaurantes de Santa Felicidade, a carne de onça do Buraco do Tatu, a feijoada do Onha, o risoto do Vagão do Armistício, o filé grelhado da Churrascaria Cruzeiro, a sopa húngara do Bar Paraná, o camarão Martha Rocha do Restaurante e Confeitaria Iguaçu, o cachorro-quente do Triângulo e do Mignon, o churrasco paranaense do Bar Palácio, entre muitos outros pratos e iguarias que se tornaram a identidade desses estabelecimentos.

Fizeram parte da equipe de produção da exposição, além da professora Maria do Carmo, os pesquisadores Victor Augustus Graciotto Silva, Juliana Cristina Reinhardt, Solange Menezes da Silva Demeterco, Cilene da Silva Gomes Ribeiro, Regina Maria Schimmelpfeng de Souza, Alejandro Akira, Carolina Corção e Ana Carolina Caldas.

A exposição acontece até o dia 29 de junho e a entrada é franca.

 

Mais informações no site da Fundação Cultural de Curitiba.