01/06/2016 - Presidiários de Corumbá (MS) aprendem profissão de garçom

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Qualificação foi promovida gratuitamente por meio de parceria entre a Agepen e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac)

 

 

Especialistas apontam que o mercado de trabalho voltado a bares e restaurantes pode ser uma opção interessante para fugir do desemprego. De olho nesse ramo profissional, reeducandos do Estabelecimento Penal de Corumbá (EPC) foram capacitados para trabalharem como garçom.

A qualificação foi promovida gratuitamente por meio de parceria entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). No total, 14 custodiados foram capacitados.

Com 240 horas/aula, o curso de garçom objetiva capacitar pessoas para atender clientes em restaurantes, bares, hotéis e outros estabelecimentos similares, visando à prestação de um serviço com qualidade e eficácia. Durante os módulos, foram abordados temas como hospitalidade, cortesia, práticas para a manipulação de alimentos, noções de nutrição, além de orientações em relação à saúde e à segurança no trabalho, bem como técnicas de atendimento.

Segundo a gerente do Senac, Patrícia Silva, a realização do curso permite ao profissional executar tanto procedimentos simples, como servir refeições e bebidas, quanto a procedimentos mais complexos, como o relacionamento com clientes. “Um garçom certificado, como os internos aqui qualificados, é capaz de prestar um atendimento de qualidade em estabelecimentos de distintos níveis, visando conduzir seu atendimento de acordo com a necessidade do cliente”, informa.

A gerente destaca, ainda, que o curso desenvolveu também a capacidade de realizar outras tarefas, como serviços de bar, copa e room servisse (no caso de hotéis e pousadas) e de conhecer os tipos de serviços oferecidos pelos restaurantes.

Para o diretor do presídio, Ricardo Wagner Lima do Nascimento, a qualificação profissional é dos processos de inclusão social, já que, com trabalho digno quando deixarem a prisão, a probabilidade de voltarem a reincidir na prática criminosa reduz significativamente. “Estamos sempre buscando parcerias para o oferecimento de cursos aqui no presídio, e o Senac, através do seu programa de gratuidade, tem sido um importante parceiro”, destaca.

O diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, afirma que a oferta de capacitação é, hoje, uma realidade em todas as unidades prisionais do Estado. “E essa providência tem sido um importante diferencial no sentido de preparar os internos para um a vida honesta quando ganham a liberdade”, finaliza.

 

Fonte: A Crítica