16/05/2016 - Sanitários também dão cara a bares e restaurantes

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Banheiros limpos e organizados contribuem para causar boa impressão sobre o padrão dos serviços prestados a clientes.

 

 

É comum ouvir que a alma dos bares e restaurantes está na cozinha, mas além de um cardápio bem elaborado, os clientes levam em conta o ambiente dos estabelecimentos ao decidir aonde ir. E a estrutura e conservação dos banheiros são alguns dos pontos mais importantes na avaliação dos frequentadores destes espaços. É o que apontam estudos publicados em revistas científicas nos Estados Unidos e no Brasil: banheiros limpos e organizados contribuem para causar boa impressão sobre a qualidade dos serviços de um estabelecimento. Mas não é preciso ser um acadêmico para saber que a limpeza do ambiente influencia a experiência dos consumidores.

O empresário Ivan Assunção, proprietário do restaurante Terra do Sol, na orla da Praia do Futuro, em Fortaleza (CE), tem um fluxo diário que varia entre 1.200 e 1.400 pessoas em sua casa. Para manter os banheiros higienizados, ele mantém dois funcionários responsáveis exclusivamente pelos sanitários – um homem para o masculino, e uma mulher para o feminino. “Por estarmos localizados à beira da praia, onde há grande movimentação de pessoas que muitas vezes trazem areia, temos atenção redobrada com os banheiros, que são limpos de hora em hora”.

Em São Paulo, o restaurante Amigo Leal tem uma realidade distinta da do praiano Terra do Sol. Com 80 lugares, a casa de estilo germânico não tem funcionários dedicados integralmente à limpeza dos banheiros - na capital paulista, só há obrigatoriedade de contratação deste tipo de trabalhador em estabelecimentos que comportem mais de cem assentos. Em vez disso, os sanitários são lavados pelo menos uma vez ao dia e uma faxineira faz a limpeza sempre que necessário. “Em restaurantes ainda menores, é comum que os próprios donos façam a limpeza dos banheiros”, destaca Leonardo Ramos, um dos administradores do Amigo Leal.

De fato, escalas diferentes exigem cuidados distintos. Mas, independente do porte do restaurante, há aspectos indispensáveis na manutenção dos sanitários. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que devem existir banheiros distintos para mulheres e homens, em bom estado de conservação, constituídos de vasos sanitários com tampas, pias, papel higiênico, lixeiras com tampas acionada por pedal, sabão neutro, toalhas de papel não-reciclado e de cor clara. Os produtos utilizados para limpeza e desinfecção devem ter a aprovação da Anvisa, comprovando a eficácia frente a micro-organismos causadores de doenças que normalmente são encontrados nos banheiros, especialmente vermes, vírus e bactérias que atacam o sistema digestivo.

 

Qualidade nos produtos

Apesar de essencial, o selo da Anvisa não é o único fator importante a ser considerado na escolha de produtos destinados à limpeza para bares e restaurantes. As linhas profissionais, elaboradas para ambientes específicos, podem ser escolhas melhores, levando-se em conta tanto a qualidade, como o custo final. Patrícia Bonafé, diretora de marketing da Ecolab, empresa fabricante de produtos de limpeza profissional, destaca as vantagens deste tipo de material. “Produtos profissionais possuem formulações mais concentradas e efetivas para ambientes em que existe risco maior de contaminação. É o caso de banheiros de bares e restaurantes, onde há maior fluxo de pessoas e, consequentemente, maior troca de micro-organismos”.

Em relação aos custos, ela destaca que se deve levar em conta mais o gasto em uso do que o preço por embalagem. “Produtos concentrados que acompanhem uma central de dosagem garantem um melhor controle durante o uso. Assim, evita-se o desperdício por parte dos funcionários, reduzindo a complexidade da compra e o volume do inventário”, diz. Ivan Assunção, do Terra do Sol, compartilha da opinião de Bonafé. Em seu restaurante, são utilizados produtos de diversas marcas, todos de linhas profissionais. “Independente de o estabelecimento ser pequeno, médio ou grande, hoje em dia é difícil trabalhar com produtos domésticos. É interessante buscar linhas profissionais que atendam ao empresário nas exigências relacionadas à higiene, tentando casar com a questão do custo”, destaca.

 

Cuidado pode começar na construção

 

 

As escolhas no momento da construção ou reforma dos sanitários também favorecem a manutenção higiênica destes ambientes. A arquiteta Natália Noleto, especialista em Design de Interiores, recomenda a opção por revestimentos brancos, bem iluminados e, em caso de utilização de pisos, peças maiores que evitem o uso de rejunte e o acúmulo de sujeira. “Para bancadas, é melhor utilizar revestimentos laváveis, no caso cerâmicos ou porcelanatos, evitando madeira, que exige manutenção mais complicada”, diz.

A fim de manter a segurança dos alimentos e evitar contaminações, os banheiros não podem se comunicar diretamente com áreas de armazenamento e preparo dos alimentos. Em muitos estabelecimentos é comum que os sanitários e cozinhas dividam uma parede, em função de aproveitar-se o encanamento. Nesses casos, em que as áreas acabam sendo próximas, uma não compromete o funcionamento da outra, desde que se cuide para que os odores não se espalhem.

Ainda em função de evitar problemas como a contaminação cruzada, quando há a transmissão de micro-organismos que podem causar doenças para alimentos e objetos, é recomendada a instalação de torneiras e secadores com sensores de movimento. “Cada estabelecimento deve ver o que mais o atende, dados os custos financeiros. Mas é uma forma de, a longo prazo, economizar recursos e colaborar para a segurança dos alimentos”, destaca Ivan, que tem estes equipamentos em seu empreendimento.

De qualquer tamanho ou em qualquer lugar, o importante é que o empresário tenha em mente o chavão citado tanto por Assunção quanto por Leonardo Ramos, do Amigo Leal: os banheiros são cartões de visitas dos estabelecimentos.

 

Fonte: Revista Meu Negócio Minha Vida - Edição 19