04/05/2016 - Olimpíadas não deve impactar tanto em Minas

CLIPPING - NOTÍCIAS DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO PAÍS

 

A Abrasel no estado estima crescimento para segmentos localizados próximo ao Mineirão ou com viés turístico.

 

 

Em 5 de agosto, terá início no Brasil a primeira edição da história dos Jogos Olímpicos na América do Sul. Mas ao contrário da expectativa por um grande consumo e fomento à economia nacional como a que antecedeu a Copa do Mundo, em 2014, os empresários em Minas Gerais não acreditam que o evento, com sede no Rio de Janeiro, trará grandes contribuições para estimular o mercado local. Pesquisa desenvolvida pela área de Estudos Econômicos e o Núcleo de Negócios Internacionais e Turismo da Fecomércio-MG sobre as expectativas para as Olimpíadas mostrou que 79,6% das empresas mineiras do comércio varejista e de serviços entrevistadas não acreditam que o evento afetará os segmentos no Estado.

O levantamento foi feito nas cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Uberlândia, que estarão, de alguma forma, envolvidas com os Jogos Olímpicos. A capital mineira será uma das seis cidades-sede do futebol e vai acolher a delegação da Grã-Bretanha. O município do Triângulo Mineiro hospedará as equipes da Bélgica, Irlanda e Sérvia, enquanto a cidade da Zona da Mata receberá as delegações de Canadá e China.

A decepção do setor de comércio e serviços com o balanço pós-Mundial, considerado aquém do esperado, aliado à crise econômica nacional, explica o desânimo do empresário com as Olimpíadas. Além da expectativa baixa para Minas, a perspectiva também é negativa para o impacto na Capital (83,2%), nas cidades históricas do Estado (83,2%), nos municípios onde a tocha olímpica passará (80,9%) e em Juiz de Fora e Uberlândia (81,3%).“É uma combinação das duas coisas. O primeiro fator é que a perspectiva do empresário está influenciada pelos resultados do comércio na Copa do Mundo. Apesar de existir previamente uma perspectiva positiva para o Mundial, ela não foi condizente com o resultado. Então, a impressão que ficou não foi boa. Além disso, há o cenário político-econômico que dificulta uma recuperação. No levantamento, os empresários citaram muito a crise e o ambiente inseguro. Certamente são fatores que atingem diretamente a expectativa dos empresários”, avalia o economista da Fecomércio, Guilherme Almeida.

Para 19,4% dos 387 empresários entrevistados entre os dias 30 de março e 5 de abril, no entanto, os Jogos Rio 2016 vão impactar os setores de comércio e serviço em Minas Gerais. Os segmentos com maiores expectativas são o de artigos recreativos e esportivos (33,3%) e hotéis e similares (28,6%). Por outro lado, preços elevados (26,7%), percepção de insegurança (20%), desconhecimento de outros idiomas (17,3%) e até mesmo o temor gerado pelos casos de dengue, zika e chikungunya no País (17,3%) são apontados como elementos que podem ser prejudiciais na atração dos turistas. Os benefícios mais esperados são aumento no fluxo de turistas (40%), das vendas (32%) e da prestação de serviços (10,7%).

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel) estima que o segmento com viés turístico ou localizados próximos ao estádio Mineirão deve ter crescimento de 15% no período.

 

Fonte: Diário do Comércio MG