28/04/2016 - Paixão de torcedores por times amplia os negócios no fast-food

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Após licenciar a marca de sete clubes de futebol, entre eles Corinthians e Palmeiras, grupo Sport Food já prevê 53 unidades até ano que vem, movimentando R$ 103 mil

 

 

A união da alimentação com times de futebol continua gerando bons negócios ao grupo Sport Food. Depois de fechar contrato com sete dos maiores clubes de futebol do País para licenciar as marcas, a empresa agora prevê até o ano que vem contar com 53 lanchonetes, sendo 46 franquias, com receita de R$ 103 milhões.

O mercado de produtos licenciados movimenta mais de R$ 5 bilhões por ano no País. Há uma tendência forte de crescimento das licenças esportivas, sobretudo as ligadas ao futebol e a megaeventos como Copa e Olimpíada. A ideia de atuar com franquias de fast-food relacionadas a times surgiu em 2012, aponta o diretor do Grupo Sport Food, Fernando Ferreira. Ele conta que foram dois anos de pesquisas para entender o comportamento dos torcedores e adaptar os cardápios e o padrão de atendimento para criar um conceito que já nascesse campeão. "A agência de marketing esportivo Pluri foi a responsável pela formatação do projeto. Para adaptar o negócio ao franchising contratamos a Vecchi Anccona Consultoria além de uma empresa de food service ."

 

Bandeiras dos times

O projeto resultou em sete bandeiras de fast-food, que terão cerca de 130 assentos. Vão disputar com lanchonetes tradicionais e 'gourmetizadas' as lojas oficiais Loucos & Fiéis (do Corinthians), Hamburgueria 1903 (do Grêmio), Cruzeiro Esporte Burguer (do Cruzeiro) e Cantina Palestra (do Palmeiras). Há ainda contratos com os times Vasco e Bahia. Os produtos que serão oferecidos aos famintos fãs do esporte vão de massas, a sanduíches, saladas, acompanhamentos, pratos rápidos, sobremesas e paletas.

Hoje são três lojas oficiais do Grêmio em operação. A quarta será aberta esta semana, no Shopping Iguatemi, em Porto Alegre (RS). "Vale lembrar que na abertura da primeira unidade, em setembro de 2014, nos deparamos com uma fila de aproximadamente duas mil pessoas. Tinha gente carregando até bandeira do time. Foi impressionante. A Coca-Cola pagou três páginas de jornal com um 'bem-vinda Hamburgueria 1903', ou seja, você abre um negócio com um poder de comunicação e visibilidade incrível".

 

Fome de crescer

Este ano o plano de expansão visa 21 operações de vários clubes, sendo a grande maioria, como garante o executivo, já em fase de obras. O futuro, porém, é vislumbrado com um apetite maior e que chama a atenção: "Vemos espaço para 550 unidades entre os sete clubes, quando já estivermos em fase de maturação das redes e olhando em um horizonte mais longo. O Corinthians é seguramente o clube que terá o maior número de lanchonetes, provavelmente 121".

Apesar da expectativa para lá de otimista, Ferreira faz questão de dizer que o crescimento da rede será feito sem atropelos, com inaugurações pontuais e a escolha bem criteriosa dos candidatos às franquias. "Seremos bem seletivos. A maioria dos investidores interessados já é do ramo de alimentação e já conhece esse tipo de operação."

Conforme o diretor, a paixão dos torcedores por seus times tem um peso enorme no negócio, mas é preciso atenção com preço competitivo, produtos de qualidade e treinamento adequado para oferecer uma experiência convidativa de modo à realmente fidelizar o cliente. Outro ponto comentado é o das estratégias de marketing diferenciadas, como levar jogadores de futebol às unidades, por exemplo. "Por sermos uma operação oficial dos clubes, temos facilidade para realizar ações de ativação nos pontos de vendas com a participação de jogadores e ex-jogadores", diz Ferreira.

O investimento para fazer parte da rede é cerca de R$ 570 mil e metade dos franqueados tem optado por parcelar direto com a empresa a taxa de franquia (R$ 70 mil). "O financiamento restante fica a critério do franqueado." Este ano, em função dos clubes o foco está atuar em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em 2017 somam-se Rio de Janeiro e Bahia.

 

Expansão na crise

O diretor do Sport Food diz não se abalar com as notícias sobre a crise política e econômica. "O cenário negativo gerou oportunidades na oferta de mão de obra qualificada e na de bons pontos de venda, antes indisponíveis", afirma. E ressalta que agora está mais favorável negociar com fornecedores e prestadores de serviços. "A definição política parece estar se encaminhando e destravará um pouco o ambiente de investimento e consumo. Recuperação mesmo só para 2017 e 2018, mas a boa hora de se posicionar no mercado é essa. Depois tudo fica mais caro", exemplifica.

 

Fonte: DCI - Comércio, Indústria e Serviços