CLIPPING - NOTÍCIAS DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO PAÍS

 

Quadrilha vendia o produto para bares e boates da zona Sul de Recife; Abrasel orienta seus associados sobre este tipo de golpe

 

A Polícia Civil apresentou essa semana o resultado de uma investigação que levou à prisão de duas pessoas suspeitas de integrarem um esquema de falsificação da bebida na zona sul de Recife. O grupo seria responsável por vender o uísque, a preços bem abaixo do mercado, para estabelecimentos comerciais da região. Uma garrafa que custa R$ 100 chegava a ser vendida por R$ 55.

O esquema consistia em colocar dentro da garrafa de uma marca renomada – Johnny Walker e Old Parr eram os preferidos da quadrilha – uma bebida de qualidade inferior. “Depois eles reconstituíam o lacre com uma espécie de cola, quando o original é formado por micropontos”, explica o titular da Delegacia de Boa Viagem, Carlos Couto, que comandou a investigação. O produto era repassado a intermediários, que os vendiam aos estabelecimentos e também a pessoas físicas.

A Polícia Científica vai fazer exames para verificar se, além das garrafas e lacres, o próprio uísque era adulterado. Segundo Couto, existe a possibilidade de haver outros produtos misturados à bebida, para aumentar a margem de lucro do grupo.

O grupo pode responder por crime contra a ordem econômica (vender mercadoria que cuja embalagem, tipo ou composição estejam em desacordo com a descrição original) e crime contra a saúde pública (adulterar ou falsificar substância alimentíca, tornando-a nociva à saúde).

A Polícia Civil preferiu não divulgar os nomes dos estabelecimentos para os quais a bebida era vendida. Seriam quatro na Zona Sul e um na Zona Norte do Recife. “A investigação ainda está em andamento. Além do mais, existe a possibilidade de muitas pessoas terem adquirido o produto de boa fé, sem intenção de obter vantagem”, explica o delegado seccional do Recife, Joel Venâncio.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Pernambuco (Abrasel), André Araújo, explica que todos os 350 estabelecimentos associados à entidade – 70% dos quais ficam no Recife – são orientados a observar itens como notas fiscais e características originais dos produtos. “É em momentos de crise, como o que vivemos, que aparecem pessoas querendo se aproveitar da boa fé dos comerciantes”, afirma.


Fonte: UOL notícias/ JC Online - Para ler na íntegra, acesse o site.