05/04/2016 - Restaurantes de Curitiba apostam no “Big Brother” contra assaltos

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Botões de pânico e câmeras ligadas com o Centro Integrado da Segurança Pública são instalados

 

Arrastões de assaltos em Curitiba estão longe de serem novidade. Desde o 2º semestre de 2015 foram pelo menos 25 ocorrências desse tipo na Capital. Agora, no entanto, os criminosos parecem ter encontrado uma “vertente” mais rentável de atuação e estão visando restaurantes e bares da cidade. Somente nos primeiros dias de abril foram duas ocorrências desse tipo. Para conter a crescente criminalidade, os estabelecimentos apostam numa espécie de “Big Brother” em parceria com as polícias Militar e Civil e a Guarda Municipal.

De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Paraná (Abrasel), está havendo um estreitamento no relacionamento do empresariado com as forças de segurança. Com isso, uma série de medidas que visam proteger o patrimônio, os funcionários e os clientes dos estabelecimentos já começam a ganhar vida.

“A Abrasel está preocupada com isso (insegurança). Já há algum tempo desenvolvemos o projeto Ambiente Seguro, que é uma parceria com a PM. Contratamos uma empresa de monitoramento que instala câmeras linkadas diretamente à Sesp e instalamos botões de pânico que a PM chega em menos de 5 minutos em caso de acionamento”, afirma Jilcy Mara Joly Rink, presidente da Abrasel no estado. “Além disso, estamos treinando nossos funcionários para que saibam lidar com essas situações e não cometam erros que levam a acidentes fatais”, complementa.

 

Em migração

Até o começo deste ano, o alvo majoritário dos bandidos quando realizavam arrastões era o transporte coletivo. Desde julho do ano passado foram 13 casos noticiados pela imprensa curitibana em ônibus, pontos de ônibus e terminais da cidade, sendo que um único caso envolvendo restaurantes foi registrado em 2015: na noite do dia 29 de julho, quatro criminosos invadiram um restaurante de comida japonesa no bairro Vila Izabel e anunciaram assalto. Um investigador da Polícia Civil que jantava com a namorada tentou reagir, mas acabou sendo baleado no peito e morreu na hora.

No começo deste ano, porém, o cenário mudou. Desde o final de fevereiro foram pelo menos três ocorrências, a primeira registrada no dia 26 de fevereiro em um restaurante no bairro Juvevê.

Para Jilcy Mara Joly Rink, a alta no índice de criminalidade é mais um reflexo da crise que o país atravessa. “Esses problemas de assaltos e arrastões vem se intensificando em nível de Brasil. É a crise econômica, que reflete em todos os setores. Pessoas desesperadas são capazes de atitudes desesperadas. Então temos criminosos que são criminosos e pessoas que estão desesperadas e tomam atitudes que não costumariam tomar”, opina.

 

Fonte: Bem Paraná *Para ler na íntegra, visite o site