04/04/2016 - Chef aproveita alimentos que seriam descartados e doa renda à instituição

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Romano Fontanive prepara doces e compotas, e o público paga o quanto quiser

 

Quem vê cara não vê coração. E não sente o sabor nem a textura de um alimento que vai para o lixo só porque tem uma folha amarelada ou uma parte amassada, detalhes que o consumidor leva em conta. Após longa temporada na Itália, o chef Romano Fontanive voltou ao Rio, há quatro anos, e desde então faz campanha nas redes sociais contra o desperdício que vê durante suas compras, no Ceasa. As reclamações surtiram efeito, e, em fevereiro, a rede de supermercados Zona Sul fez parceria com o chef para aproveitar alimentos que seriam descartados. Resultado: da cozinha de seu restaurante, o Gabbiano, saem compotas que podem ser levadas pelos clientes por qualquer valor, até de graça. Mas quem quiser pagar algo por elas estará ajudando uma instituição beneficente: no momento, o contemplado é o Instituto Casa Viva, em Sulacap, que apadrinha 600 crianças.

— O supermercado estava disposto a doar esses alimentos que estavam amassados e que sabia que não seriam vendidos. Nós pensamos em fazer uma brincadeira — conta Fontanive, diante de um conjunto de potes no balcão, próximo ao caixa. — Eles trouxeram o que mais eu precisava para as receitas e doaram os potes. Aqui, deixamos as compotas disponíveis, como doação, para os clientes levarem.

Até o momento, Romano Fontanive transformou nove quilos de morango e quatro quilos de caju em doces em compotas e sete quilos de sopa de tomate e basílico, bem como outros sete de molho de tomate caseiro, em conservas. Os potes de vidro, retornáveis, são esterilizados e mantêm os alimentos por até seis meses. O preço, o freguês decide:

— Felizmente, nós temos bons corações. Arrecadamos R$ 311 com a primeira leva.

 

Fonte: O Globo