22/03/2016 - Corte o supérfluo e invista na produtividade

CLIPPING - NOTÍCIAS DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO PAÍS

 

Planejamento correto pode manter a saúde financeira dos negócios

 

 

Enfrentar um ano que promete ser ainda mais desafiador que o último exigirá uma excelente gestão financeira por parte dos empresários. Se repassar os aumentos de custo para o cardápio é complicado, dois caminhos surgem no cenário. De um lado, aumentar a eficiência dos processos para gerar mais produtividade. E do outro, cortar ao máximo gastos e despesas desnecessárias para elevar o fluxo do caixa.

Para Vera Araújo, diretora da QG Consultoria, empresa de gestão em negócios gastronômicos, rever custos de equipe, compras e fornecedores é essencial para que os empresários transformem resultados em lucros. “A maioria dos bares e restaurantes colocam os preços de seus cardápios com base no preço do concorrente, que por vezes, tem público alvo diferente”. A consultora chama atenção para outro ponto importante: “O primeiro custo a ser repensado está na escolha dos ingredientes de cada prato, por isso é usada a ficha técnica”, diz Vera.

 

Elaboração que corta prejuízos

A presença de um chef ou coordenador é importante para o acompanhamento da gestão na cozinha. Um dos processos mais importantes para que os pratos saiam sempre no mesmo padrão e que permite o acompanhamento dos custos e lucros em cada um, é a criação das fichas técnicas. Elas trazem detalhes sobre as características de cada ingrediente, quantidade a ser utilizada, o modo de preparo, informações financeiras, entre outras. É considerável o impacto que a adoção dessa ferramenta pode trazer para toda a administração de um estabelecimento.

Foi o que fez o empresário Fábio Prado, proprietário de cinco empreendimentos na capital paulista, onde se destacam os restaurantes Vaca Véia e La Maison Est Tombée, localizados na região do Itaim Bibi. “Tínhamos um bom fluxo de clientes, mas isso não resultava em aumento de faturamento. Com a ficha técnica, ficamos mais rigorosos com a elaboração do cardápio, dessa forma não perdemos tantos ingredientes no manuseio do produto e consequentemente nossa qualidade deu um grande salto positivo”, diz Prado.

 

Demitir logo de cara não é uma boa opção

Atualmente com 120 funcionários, outra atitude adotada por Fábio Prado foi investir em treinamento qualificado para a equipe de colaboradores. Em momentos de crise, o corte de funcionários parece uma saída óbvia para equilibrar as finanças, mas no momento de retomada do crescimento, as recontratações podem sair mais caras e prejudicar a produtividade do bar ou restaurante, caso não haja critérios objetivos. O empresário adotou a capacitação em desenvolvimento de metas e pós-vendas e soube, na prática, quais funcionários estavam aptos ao trabalho e quais estavam desmotivados. Para Vera Araujo, realizar os cortes necessários faz com que os colaboradores que possuem a capacidade de absorver responsabilidade se destaquem, “O empresário tem em mente que não é uma questão de incorporar mais trabalho, e sim mais compromisso”.

 

Fonte: Revista Meu Negócio, Minha Vida.