15/02/2016 - Brasileira vence Bocuse D’Or no México e garante vaga para final na França

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A alagoana Giovanna Grossi foi a primeira mulher a vencer a etapa brasileira. Agora, foi a melhor da América Latina na Copa do Mundo da gastronomia e vai para a final mundial em Lyon

 

 

A torcida barulhenta que a alagoana Giovanna Grossi trouxe do Brasil para a Cidade do México - com vuvuzelas e camisetas verdes e amarelas - ficou minutos em silêncio antes do anúncio dos vencedores da etapa latino-americana do concurso Bocuse D’Or.

Pai, mãe, primos, tias, tio que veio da Alemanha - todo mundo tenso. Anunciado o terceiro colocado, da Guatemala. O segundo vai para uma uruguaia. E o primo de Giovanna confidencia, brincando em tom de prêmio de consolação: “Ah, tudo bem, a gente fica com o primeiro lugar, fazer o quê”.

A piada - que parecia feita para consolá-lo de uma possível derrota - logo deu lugar a uma gritaria ensurdecedora depois que a plateia ouviu da boca do peruano Gastón Acurio, presidente do júri: “Em primeiro, com um charmoso trabalho, Brasil”.

Até o discreto Laurent Suaudeau - francês radicado há 30 anos no Brasil e que foi o presidente da delegação brasileira - pulou de felicidade. Foi na escola de Laurent que Giovanna, 24 anos, treinou nos últimos meses para se preparar para o concurso, ao lado de seu cumim Nicholas Santos, 21 anos, e do treinador Victor Vasconcellos, que já trabalhou com Laurent.

Em outubro, Giovanna venceu a etapa brasileira e ganhou a chance de disputar a latino-americana - ela foi a primeira mulher a vencer o Bocuse D'Or Brasil. Agora, sai do México com 8.000 euros; Jessika Toni, a uruguaia que ficou em segundo lugar, com 5.000, e Marcos Saenz Gonzalez, o guatemalco que ganhou a terceira vaga, 3.000. Os três irão para a final em Lyon, na França, em janeiro de 2017, quando 24 países disputarão o pódio na 30ª edição do campeonato.

 

O concurso

Criado em 1987 por Paul Bocuse, que completou 90 anos nesta quinta-feira, 11, e é o único chef a deter três estrelas Michelin por 50 anos ininterruptos, o Bocuse D’Or é considerado a Copa do Mundo da gastronomia, sempre realizado dentro da feira de negócios Sirha, organizada pela multinacional francesa GL Events.

Até hoje, nenhum país das Américas chegou a qualquer colocação do pódio, sempre dominado por europeus (dois países asiáticos já ficaram em segundo e terceiro lugar). A França é a recordista do topo do pódio, sete vezes campeã, seguida da Noruega, pentacampeã. O Brasil, que já foi à final, em Lyon, nove vezes, teve como melhor colocação a 10ª posição, em 1997.


Fonte: Estadão * Para ler a matéria na íntegra, acesse o site.