11/02/2016 - ExpoVinis Brasil 2016 anuncia nova data: 14 a 16 de junho

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Nova data busca adequação ao mercado; setor se ajusta às novas taxações sobre o vinho e e-commerce. Evento acontece em paralelo à Fispal Food Service

 

 

O maior evento de vinhos da América Latina chega à sua 20ª edição e, para comemorar em grande estilo, anuncia nova data e local em 2016: este ano, o ExpoVinis Brasil acontecerá entre os dias 14 e 16 de junho, no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, em São Paulo (SP).

A adequação a um período que deve ser mais positivo para o vinho motivou a mudança de data, anteriormente anunciada para abril. “Novas regras de taxação estão sendo absorvidas pelo segmento, o que fez de abril um período ainda de instabilidade, e de junho um mês favorável, pois o mercado e os consumidores estarão mais adaptados às mudanças. Além disso, não há eventos internacionais de vinhos realizados nessa época, o que é bem atrativo, pois impulsiona a presença de produtores e compradores estrangeiros”, explica Clélia Iwaki, diretora do evento, que é organizado pela Informa Exhibitions, líder na realização de feiras para o setor de alimentos e bebidas.

A nova data também deve, em breve, se tornar significativa para o setor, pois está em aprovação o projeto de lei que institui o primeiro domingo de junho como o Dia do Vinho. "O ExpoVinis continua sendo a mais importante feira de vinhos da América Latina. Importantíssima para o amadurecimento e crescimento do mercado de vinhos no Brasil. A mudança de data é bastante positiva, principalmente por não coincidir com a vindima dos grandes países produtores, o que possibilita a vinda desses produtores e seus enólogos. Além disso, será como um cartão de boas-vindas ao inverno brasileiro, época do ano em que a venda de vinhos é maior. Isso, sem dúvida, vai ajudar o consumidor em suas escolhas", resume Ricardo Castilho, editor da Prazeres da Mesa, revista oficial do evento.

 

ICMS e e-commerce

Entre as motivações da organização do evento, estão novas taxações que passaram a valer entre o final de 2015 e o começo de 2016. Em dezembro, foi sancionada uma lei que aumenta a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre bebidas quentes, que é o caso do vinho. Com a mudança, o IPI cobrado passou a ser calculado com uma alíquota sobre o preço de cada produto. Antes, era cobrada uma taxa fixa por determinada quantidade produzida de um tipo de bebida, independentemente do seu valor. Até dezembro de 2015, para uma garrafa de 750ml de vinho, por exemplo, a taxa era de R$ 0,73. Agora, o imposto será de 10% do preço.

Em relação ao e-commerce, desde 1° de janeiro os impostos estaduais das mercadorias compradas pela internet estão sendo repartidos entre os estados de origem e de destino do produto. Até então, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ficava integralmente com o estado de origem da loja virtual. Agora, uma loja online de São Paulo que vende um vinho para um consumidor do Pernambuco, por exemplo, precisa dividir a arrecadação do imposto com o estado que recebe a mercadoria.

“Nosso objetivo é realizar medidas estratégicas que contribuam para a evolução da feira e do mercado que, apesar do cenário econômico, apresenta crescimento”, enfatiza Clélia. É o que apontam os dados mais recentes do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). Em 2015, de janeiro a novembro, o aumento em relação ao ano anterior foi de 4,1% para vinhos finos e 16,5% para espumantes, categoria que detém cerca de 80% de participação no mercado interno. No caso dos vinhos importados, o Chile, que lidera o ranking com quase 50%, apresentou crescimento de 1,42% nas importações em novembro de 2015, em comparação com o mesmo mês em 2014 - os números são da União Brasileira de Viticultura.

 

Fonte: Papo de Vinho * Para ler a matéria na íntegra, acesse o site.