25/01/2016 - Day Off faz jantar a céu aberto às segundas

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Projeto nasceu da ideia de aproveitar o dia de folga dos cozinheiros, quando eles podem criar e não reproduzir a comida de seus chefs

 

 

Segunda é o dia em que os restaurantes geralmente fecham. É quando os cozinheiros têm folga – o day off ou lunes de fiesta, como se fala na Espanha. É quando, depois de reproduzirem a semana inteira receitas dos “outros”, podem testar suas próprias criações.

Era isso o que faziam Rodrigo Ribeiro e Matheus Lira às segundas-feiras quando trabalhavam no Maní. Queriam ir além e servir sua comida para outras pessoas que não só os colegas cozinheiros e amigos. A ideia começou a tomar corpo em julho, quando Matheus saiu do Maní e se juntou a Rodrigo, que já estava fora da casa. Fizeram alguns eventos fechados até que acharam o espaço e as parceiras para abrir o Day Off ao público.

A empresária Camila Dias, que conheceu os dois durante um estágio no Maní, havia acabado de voltar de um período trabalhando no espanhol Celler de Can Roca, onde ficou impregnada com a ideia do lunes de fiesta. Assim, o jardim da Casa Volver, sua empresa de projetos gastronômicos, na Vila Madalena, abrigou a primeira edição do evento, em dezembro – com uma grande jabuticabeira e uma mesa comunitária, fica nos fundos de um conjunto de casas comerciais. A próxima edição do projeto, que virou quinzenal, será no próximo dia 1º.

Enquanto Rodrigo e Matheus se dividem entre os comes, Camila e a parceira Vanessa Nakamura dividem-se entre os bebes. Servem couvert, entrada, prato e sobremesa (R$ 72), com vinho em taça (R$ 14) e cerveja (R$ 6) vendidos separadamente – a água é cortesia.

Tudo é informal e animado, e não se acanhe de puxar papo com o estranho que se senta ao lado. Ao fim do jantar, é capaz de já estarem amigos – e um deles pode até ser um cozinheiro da cidade de folga neste dia.

O pão do couvert é da padeira Hanny Guimarães, de fermentação natural, e o menu pode variar. Na última edição, a entrada foi um pão chato de alho, tostado na churrasqueira, e depois chegaram à mesa travessas com salada de feijão-fradinho e vinagrete e tábuas com linguiças artesanais. Numa paellera, era servido arroz com aïoli de ostra e crocante de alho-poró.

As linguiças são feitas pelo próprio Rodrigo, que montou uma fabriqueta em casa, a Cura – ele se aprofundou no assunto quando estudou na Califórnia. Os sabores são inusitados – no jantar, serviu a de coentro com limão, a de melaço com sálvia e a de pimentas defumadas. Ainda teve a de beterraba, esta fornecida pela Casa do Porco.

Para fechar a noite, uma releitura de Matheus para a nordestina cartola, sobremesa de banana com queijo. Ali, foi servida na casquinha de sorvete: uma bola de sorvete de banana, uma de queijo canastra e um crocante de leite com canela.

 

Fonte: Paladar Estadão * Para ler a matéria na íntegra, acesse o site.