14/01/2016 - O que esperar do ano novo?

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Os empreendedores têm o grande desafio de, em 2016, aumentar ainda mais a qualidade do atendimento e dos produtos ofertados

 

 

Um 2016 de mudanças pontuais. É isso o que promete os principais indicadores econômicos do país. Após um ano repleto de incertezas, as possibilidades de um avanço foram freadas pelo cenário turbulento em que o Brasil se encontra. A previsão para o setor de alimentação fora do lar é que não será um ano fácil. A Abrasel acredita que o País vai estourar o teto da meta da inflação, que hoje é de 6,5%. A alta do dólar e a deterioração da economia brasileira estão levando o mercado a aumentar as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2016.

As perspectivas de um IPCA mais elevado em 2016 vão na contramão do que deseja o governo. Desde o início de 2015, o Banco Central tenta ancorar as projeções do IPCA de 2016 com o objetivo de que uma inflação mais moderada possa ajudar na recuperação da economia brasileira.De acordo com o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci Jr, 2016 será um ano difícil para o setor. “Nossa visão é que a partir de março/abril, a economia pare de piorar e inicie um ciclo lento de recuperação. Da mesma forma que houve um certo deslocamento no tempo entre o começo da crise no País e a chegada dela no setor de AFL, assim também será na retomada. Ou seja, melhores dias só em 2017”, diz.

Em 2015, inicialmente estava previsto que o faturamento do setor de bares e restaurantes seria de R$153 bilhões, porém o ano deve fechar em R$149 bilhões, o que representa uma queda real de 3% e um aumento nominal de 7%. “O mais grave é que essa reversão se deu a partir do segundo semestre, o que nos leva a crer que 2016 apresentará uma queda real ainda intensa”.Ainda segundo Solmucci, é importante lembrar que esta é uma situação média do Brasil. Há oportunidades de cenário bom, principalmente para aqueles estabelecimentos localizados em áreas que se favorecem com o fortalecimento do turismo interno. Já quem estiver empreendendo no entorno de indústrias automobilísticas, do petróleo, da mineração, tende a sofrer mais.

Quem concorda com a análise de mercado é Roberto Kanter, professor de marketing de varejo e planejamento estratégico da Fundação Getúlio Vargas. Ele afirma que com o dólar em alta, o Brasil estará relativamente barato para o turista estrangeiro que irá visitar o país para os Jogos Olímpicos do Rio, por exemplo. “A área de bens e serviços irá faturar alto, porém precisa estar preparada para atender o cliente”.Segundo o professor, no ponto de vista da microeconomia, os gestores de bares e restaurantes fora das regiões turísticas devem estar cientes que as variações de preço afetam a demanda do serviço. “Não adianta aumentar o preço antecipadamente prevendo a queda no consumo”, diz.

A última pesquisa de conjuntura econômica do setor de alimentação fora do lar, feita pela Abrasel, avaliou o terceiro trimestre de 2015 em relação ao segundo e pode servir de termômetro sobre a recepção dos gestores frente ao cenário que se aproxima. Foi constatado que os empresários têm reagido com inovação em tempos de crise.. Nos últimos meses de 2015, a pesquisa constatou que 46% dos empreendedores estava realizando investimentos nos negócios – 33% em qualificação do quadro de funcionários, 48% em compras de equipamentos e softwares, e 19% em ampliação.

 

Fonte: Revista Bares & Restaurantes edição 107 * Matéria na íntegra disponível na versão impressa. Para assinar a revista, Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .