07/01/2016 - Os desafios do primeiro trimestre

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Empresários devem planejar orçamento em busca de um ano financeiramente mais estável

 

 

Com a chegada iminente de 2016, é fundamental planejar o orçamento para o ano, principalmente tendo em vista o cenário econômico atual do país. Tão importante quando o atendimento, a qualidade do cardápio e do ambiente, a gestão de bares e restaurantes é fator decisivo para a estabilidade do empreendimento.

Para começar 2016 “no azul”, os consumidores já estão economizando. Tradicionalmente, nos meses de janeiro, fevereiro e março são pagos impostos como IPTU, IPVA e também a matrícula na escola dos filhos, com a consequente compra do material escolar. Se por um lado, os consumidores estão em contenção de gastos, por outro, eles não estão abrindo mão de comer fora de casa. Por praticidade ou necessidade, muitos preferem investir parte do orçamento familiar em bares e restaurantes. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aponta que, no acumulado de 2015 (janeiro a setembro), a alimentação fora do lar teve alta média de 9,1%.

No mesmo período, comer em casa registrou alta de 15,6%. Isso, associado à busca por praticidade e economia de tempo, tem sido incentivo para que muitas famílias optem por comer fora de casa. O encarecimento dos custos de se manter uma empregada doméstica e a inserção cada vez maior da mulher no mercado de trabalho também estão levando os consumidores para os restaurantes.

Uma pesquisa de conjuntura econômica do setor de alimentação do lar, realizada pela Abrasel em parceria com a Fispal Food Service, analisou o cenário do 2º trimestre de 2015 fazendo um comparativo com o 1º trimestre do mesmo ano e constatou que enquanto os estabelecimentos com tíquete por cliente na faixa de R$30 a R$70 apresentam queda de faturamento de até 30%, os com tíquetes abaixo de R$15 chegam a faturar até 15% a mais.

A pesquisa observou que o ticket médio manteve uma tendência de leve queda nominal. Mesmo com o cliente buscando preços mais baixos, os estabelecimentos não têm conseguido reduzi-los por pressão de custo, o que leva os estabelecimentos com tíquetes mais elevados a perderem clientes para aqueles com preços mais acessíveis. Para Rodrigo Collino, especialista em coaching organizacional para empresários, enxergar as oportunidades proporcionadas pela sazonalidade pode ser a diferença entre administrar despesas ou lucros. “Os empreendedores devem sempre buscar produtos da estação com preço confortável para o cliente e rentável para o restaurante”, diz.

 

Fonte: Revista MNMV 17 *Matéria na íntegra disponível na versão impressa