05/01/2016 - Restaurantes e cafés de Brasília vão além da culinária para atrair clientes regulares

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Música, arte plástica, literatura e... Gastronomia. Cresce o número de casas da cidade que apostam na dobradinha diversão e pratos de qualidade

 

 

Ponto de encontro de quem curte música ao vivo e azaração há mais de 20 anos, o Calaf é conhecido como uma casa de samba que também abriga outros estilos. O sotaque espanhol do proprietário Venceslau Calaf também aparece na gastronomia servida no local, famosa pela paella e por petiscos portenhos.

Há mais de 10 anos no comando do Café Savana, Marcelo Mello abre espaço para exposições de artistas que tenham ligação com Brasília. Todas as sextas-feiras, das 20h às 22h30, a casa também vira palco para shows de músicos locais, como os irmãos João e Thiago Coimbra. Dono de loja de instrumentos no mesmo bloco do restaurante, Thiago empresta o aparato musical a Marcelo como “uma forma de incentivar a longevidade do projeto”, afirma.

Com menos tempo de estrada, mas igualmente engajada no fortalecimento da cena cultural brasiliense, a cada 14 dias (sempre às terças) a livraria e café Le Calmon recebe escritores locais no evento A voz do autor, em que o artista apresenta uma obra literária autoral e bastidores da criação com curadoria da jornalista e escritora Clara Arreguy. Proposta semelhante à de outro projeto — a Noite do poeta, com supervisão de Nicolas Behr.

Para não serem calados pela controversa Lei do Silêncio, uma das responsáveis pelo fechamento do Balaio Café, no mês passado, empresários optam pela regra da boa convivência.

“Tentamos nos adequar e ter bom convívio com a prefeitura da quadra. Para isso, investimos no isolamento acústico e respeitamos os limites sonoros”, explica Fernanda La Rocque, do Carpe Diem, onde, às sextas, o som dos anos 1980 e 1990 se junta ao aroma das panelas.

 

Vocação para a cultura

O cardápio de bistrô do Café Savana reflete a personalidade de Marcelo Mello em itens como o filé alto ao molho rôti e queijo brie acompanhado por risoto de funghi mais geleia de frutas vermelhas (R$ 54). Mas as características do proprietário do Café Savana intrínsecas à identidade da casa não param aí. Mello já foi ator e, na família dele, não faltam talentos nas artes plásticas e visuais.

O movimento de uma década em prol do fortalecimento da cena brasiliense atraiu outros endereços e, hoje, a 116 Norte abriga a galeria de arte Alfinete, o brechó vintage LlollaLab e o Espaço Alexandre Innecco.

Uma vez por mês Marcelo elege um nome local e abre espaço para que os comensais tenham contato direto com a produção do artista. Agora, é a vez da ceramicista Nádia Bacin. Boa oportunidade de conhecer a trajetória da gaúcha, que tem ligação com a cidade e expõe parte do acervo inspirado em elementos do cerrado.

Enquanto aprecia as formas e curvas exploradas por Bacin, aproveite a generosa taça com 180ml do vinho carménère chileno Ventisquero, por R$ 17.

 

Poesia por todo canto

Além dos saborosos preparos do Inácia poulet rôti, o proprietário do local, Luiz Carlos Alcoforado, aposta na arte como uma maneira de valorizar a cultura e atrair novos clientes. Nas paredes da casa, quadros são expostos, decorando o ambiente de maneira elegante. “Esses quadros são do meu acervo pessoal. Investimos muito na cultura, acho que mexe com a espiritualidade das pessoas”, explica o proprietário.

Entre uma tela e outra, experimente o ceviche campeão (R$ 59); recentemente premiado pela Embaixada do Peru no Brasil, o preparo leva cubos de peixe branco, polvo, camarão em leche de tigre com toque de aji vermelho, cebola-roxa marinada, batata-doce e milho verde. A sugestão é se deliciar com o prato enquanto lê as poesias escritas nas janelas, espelhos e até na adega.

Também vale a pena o filé de sirigado à moda tacu tacu (R$ 69), receita na qual o peixe é confitado com ervas ao molho escabeche acompanhado pelo tacu tacu, mistura de arroz e feijão típica peruana.

 

Fonte: Divirta-se mais *Para ler na íntegra, acesse o site.