14/12/2015 - Bares e restaurantes ‘se viram’ para não perder no fim de ano, em Belo Horizonte

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Empresas estão gastando metade do que costumavam com confraternizações, diz empresário

 

Acostumados a dispensar os clientes que deixavam para agendar festas de fim de ano em cima da hora, os bares e restaurantes de Belo Horizonte estão se adaptando para garantir o maior faturamento possível no dezembro de um ano amargo, que pode registrar recuo de até 4% em seu Produto Interno Bruto (PIB). “Todo ano, dispensávamos clientes porque as casas não comportavam a procura. Neste ano isso não está acontecendo. Pelo contrário, estamos negociando para atender os pedidos. Não está faltando cliente, mas nós, que não trabalhávamos com evento fechado, em 2015 estamos dando um jeito, aceitando abrir a tarde para essas demandas, por exemplo”, explica a diretora do Chico da Carne, Marlene Senna, que tem três unidades na capital.

Na comparação com novembro deste ano, o último mês de 2015 está conseguindo manter um crescimento de faturamento entre 40% e 60%, segundo os restaurantes procurados pela reportagem. Porém, as mesmas fontes relatam uma expectativa de queda de 10% a 20% no mês atual frente a dezembro do ano passado.

“Vamos conseguir fechar um faturamento parecido com o de 2014, mas ele será formado por mais eventos menores, com entre 10 e 15 pessoas, do que por grandes eventos, de 800 pessoas, como eram comuns até o ano passado”, diz o presidente do grupo Meet, Fernando Júnior, referindo-se à churrascaria Porcão, da qual é diretor.

“As comemorações foram substituídas pelas confraternizações, porque tem muita empresa que realmente não tem o que comemorar. Se antes a festa era porque a empresa tinha batido meta, com distribuição de prêmio, neste ano o discurso é de necessidade de união, de motivar quem ficou onde houve demissão e tentar manter a equipe unida mesmo, para enfrentar mais um ano difícil”, comenta Júnior.

Para o sócio do restaurante Maria das Tranças da Savassi, Marcelo Solmucci, os pacotes mais econômicos também estão sendo os mais procurados. “A empresa que gastava R$ 100 (por pessoa) até o ano passado agora está gastando R$ 50, sem contar que tem muita gente simplesmente deixando de fazer a confraternização mesmo”, diz Solmucci.

Além do Maria das Tranças, Solmucci também administra o bar Hashtag, no mesmo endereço, e em ambos os eventos com comidas mais simples e com apenas água e refrigerante liberados estão mais comuns. “Evento com uísque liberado não tem mais”, conta.

As opções de cardápio com petiscos também estão fazendo mais sucesso na choperia Pinguim neste fim de ano, no lugar de cardápios mais elaborados. “Além da crise, tem a questão de que é uma opção mais descontraída, então muitos clientes preferem assim”, crê o gerente geral da choperia, George Alves.

 

Sem réveillon

Vizinhos. A choperia Pinguim não vai realizar neste ano a festa de réveillon como em 2014. A justificativa, porém, não é a crise, mas o fato de o restaurante estar em uma área residencial.

 

Crise deve gerar janeiro melhor

Os donos de restaurantes de Belo Horizonte esperam um aumento no movimento em janeiro de 2016, na comparação com outros anos, diante do esperado número menor de viagens, causado pela crise. “A pessoa já não vai viajar para não ter gastos. Recebe uma visita, pode aproveitar para comer um churrasco, uma picanha, que são pratos tradicionais”, afirma o presidente do grupo Meet, da churrascaria Porcão, Fernando Júnior.

Ele também tem boas expectativas para o Carnaval. “O Carnaval deste ano foi melhor que o de 2014, que já foi melhor do que o anterior. Temos uma expectativa positiva para 2016. O turismo gastronômico de Belo Horizonte tem muito potencial”, diz.

 

Fonte: O TEMPO * Para ler na íntegra, acesse o site do jornal.