20/04/12 - Antes de fechar negócio, franqueador analisa perfil de franqueado

O mercado de franquias cresceu quase 17% no ano passado, na comparação com 2010. Segundo dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising), o faturamento do setor ultrapassou R$ 88 bilhões. Com este aumento expressivo, é possível comprovar o interesse dos brasileiros por este tipo de negócio.

Mas entre se interessar pela franquia e assinar um contrato de negócio existe um processo. Engana-se quem pensa que basta ter dinheiro para abrir uma unidade da rede de franquia. A questão financeira é apenas um dos pontos avaliados pelos franqueadores. É o que explica o sócio e consultor da Vecchi Ancova, Paulo Ancova Lopez, e o especialista da Rizzo Franchise, Marcus Rizzo.

“Muitas redes fazem uma análise bem criteriosa, enquanto outras pensam somente no dinheiro, o que não deveria acontecer”, afirma Lopez.

Quem visa apenas ao dinheiro do candidato a franqueado corre o risco de levar a sua rede ao fracasso, com o passar do tempo, já que, muitas vezes, o franqueado não tem o perfil pessoal e profissional adequado ao tipo de negócio.

Rizzo explica que o interessado em adquirir uma franquia não consegue perceber esta situação, porque está envolvido emocionalmente com o negócio. “O franqueador tem de ser racional neste momento, porque o candidato a franqueado está encantado pelo negócio”.

 

Passo a passo

Priorizando ou não o dinheiro, o fato é que a vida financeira do candidato é avaliada, para saber se ele tem dinheiro suficiente para investir e para utilizar como capital de giro. A análise serve também para saber se a pessoa conseguirá manter o negócio nos primeiros meses, já que o retorno financeiro demora, em média, 6 meses.

Após esta avaliação, é hora de avaliar as competências comportamentais do candidato. Cada rede estabelece os seu critérios que estão relacionados ao tipo de negócio. “No geral, os franqueadores querem pessoas que se dediquem ao seu negócio, tenham espírito empreendedor, aceitem regras e tenham boa comunicação. Este é o candidato ideal”, revela Lopez.

O terceiro passo é examinar os pontos disponíveis para a instalação da loja. Algumas redes têm alguns pontos comerciais já reservados, como em shopping centers que serão inaugurados. Outras não, então, cabe o franqueado procurar um ponto comercial que seja adequado na região estabelecida pelo franqueador.

Foi o que aconteceu com o franqueado da rede Cartório Postal, Felipe Paulin, que, apesar de morar em São Paulo, instalou o seu negócio na cidade de São Caetano do Sul, na região do ABC paulista. “Tinha opção de escolher entre São Caetano e Mauá, mas, ao avaliar algumas características das duas cidades, optei por São Caetano”.

Mas esta foi só a etapa final; antes de fechar o negócio. o empresário e sua sócia tiveram uma conversa com os responsáveis pela rede. "Esta conversa foi bem esclarecedora. Tanto eles perguntaram, como nós".

 

Fonte: InfoMoney