30/10/2015 - Abrasel prevê fechamento de bares e desemprego com ICMS maior em SP

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Alckmin propõe ICMS maior sobre cerveja e cigarro e menor para comida. Um em cada quatro estabelecimentos já enfrenta prejuízo, diz entidade.

 

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) divulgou nota ontem (29) na qual informa que o aumento de 18% para 23% do ICMS sobre a cerveja proposto pelo governo estadual de São Paulo "irá agravar o alarmante cenário que o setor de bares e restaurantes enfrenta no momento". Hoje, o estado de São Paulo possui mais de 350 mil bares e restaurantes, segundo a entidade.

Segundo a entidade, diante do cenário de crise econômica, um em cada quatro estabelecimentos já fecha o mês com prejuízo. “Esse aumento de impostos pode resultar na demissão de 450 mil pessoas. Não temos mais como absorver tanto imposto e aumento de custos”, disse Paulo Solmucci, presidente nacional da Abrasel, durante coletiva para jornalistas em São Paulo. A associação prevê ainda que a alta do imposto pode causar o fechamento de 85 mil estabelecimentos no estado de São Paulo.

De acordo com a Abrasel, o setor de bares e restaurantes emprega 1,8 milhão de pessoas no estado e a venda de bebidas representa até dois terços do faturamento. A entidade afirma que com o aumento da alíquota do ICMS da cerveja, o preço final ao consumidor deve subir, afugentando ainda mais os clientes.

“Estimamos que para cada 1% de aumento no preço, teremos uma redução de 1,5% no volume de venda de cerveja”, afirma Solmucci. Ele explica que a arrecadação não será a esperada pelo governo, pois deverá haver uma retração de cerca de 30% no volume.

“O aumento do ICMS em São Paulo vai sufocar ainda mais os empreendedores do nosso setor. Muitos dos donos de bares acreditam que fechar as portas é só uma questão de tempo. E, infelizmente, se esse aumento for aprovado, isso acontecerá muito em breve”, diz Percival Maricato, presidente da Abrasel em São Paulo.

O líder do governo Alckmin na Assembleia Legislativa, Cauê Macris (PSDB), acredita que os projetos podem ser aprovados ainda neste ano. Ele afirmou que no início do segundo mandato o governador cortou custos da máquina pública para enfrentar a crise e agora mostra que há alternativas efetivas para enfrentar a crise.

 

Fonte: G1