23/10/2015 - Lixo traz prejuízo para donos de restaurantes em Campo Grande (MS)

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A suspensão da coleta de lixo traz prejuízos ao bolso dos comerciantes

 

Donos de restaurantes e lanchonetes já estão tendo prejuízo por causa do acumulo do lixo não recolhido pelos funcionários da Solurb em função da paralização da coleta provocando mau cheiro que afasta a clientela. Na região central, em vários pontos próximo a bares e restaurantes são encontrados sacos de lixo espalhado nas calçadas além do mau cheiro fortíssimo, que se intensifica com o calor de quase 40º graus de Campo Grande.

A coleta de lixo que é feita pela empresa CG Solurb, está parada desde a última quinta-feira (15), tempo para que os sacos cheios de lixo tomassem conta das calçadas da cidade trazendo o cheiro forte. A suspensão deste serviço além de trazer prejuízos ao bolso dos comerciantes que lidam com alimentos, também ocasiona a proliferação de pragas urbanas.

Quem passa pela Avenida Afonso Pena, próximo ao antigo terminal rodoviário, avista o que comerciantes apelidam de “montanha do lixo”. Martins Barbosa de Lucena Neto (54) é garçom de uma churrascaria próxima, e reclama principalmente do cheiro que atrapalha o trabalho, pois mesmo com a porta do restaurante fechada o odor ainda fica dentro do ambiente “trabalho há 25 anos como garçom, e nunca tinha visto uma coisa destas, uma cidade tão bonita, ficar abandonada deste jeito” diz.

Por estar sempre em contato com os clientes, Martins ouve as mesmas reclamações de todos, e fica revoltado quando vê clientes na porta do estabelecimento prontos para entrar e desistem por causa do cheiro que fica em frente da churrascaria, “o patrão já não aguenta mais, ele está querendo até pagar um caminhão pra retirar aquele lixo dali”.

Com a suspensão dos serviços de coleta de lixo domiciliar, deixam de ser coletados diariamente, cerca de 800 toneladas de lixo domiciliar e comercial.

Segurança de farmácia, Marcio Mendes (37) fez questão de procurar a equipe do Diário Digital, para falar sobre sua frustração com o lixo espalhado na rua, “Isso aqui tá horrível, Campo Grande era uma cidade maravilhosa agora está uma porcaria. Com tanto imposto arrecadado a nossa cidade ainda fica deste jeito, não dá para entender” diz indignado.

Além do lixo colocado na rua pelos outros comércios, Maria Alves de Queiros (49), proprietária há 29 anos de uma lanchonete na Barão do Rio Branco, enfrenta o mesmo problema de muitos comerciantes. Ela vende sucos, e com e calor imenso que faz na capital, muitos de seus clientes que ficavam sentados em frente para se refrescarem e bater um papo, apenas compram e vão embora. Uma solução encontrada por Maria para amenizar o problema, foi levar o lixo para sua casa até que o serviço seja retomado. “Eu procuro não jogar lixo que tenha alimentos, estou levando tudo pra minha casa, o pior é que lá já esta ficando insuportável também, se não voltar a coleta não sei mais o que vou fazer, isso é uma falta de respeito com o povo. Eles é que tem que resolver, não a gente” ressalta Maria.

 

Fonte: Diário Digital