13/10/2015 - Classe média gasta mais com alimentação em Fortaleza

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Fortaleza possui 58% de seus domicílios pertencentes à classe média (C), grupo que se destaca pelo maior volume de gastos registrados sobre todas as outras classes sociais (A, B, D e E). Do total já despendido pelos fortalezenses neste ano, o gênero alimentação fora de casa é o que mais gerou despesas, que totalizam R$ 3,1 bilhões. Ainda nessa análise, as despesas da classe C cresceram R$ 1,8 bilhão neste ano, enquanto que, nas demais, não passaram de R$ 500 milhões (B), R$ 400 mi (A) e outros R$ 400 mi (classes D e E, juntas).

Os números foram apresentados, ontem, pelo presidente do instituto de pesquisa Data Popular, Renato Meirelles, durante a 4ª edição do Brasilshop, em Fortaleza – congresso voltado ao setor varejista de Shopping Center no Brasil e realizado pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping). Segundo o executivo, a classe C da Capital responde por 60% dos gastos com alimentação fora do lar, enquanto as demais, em proporção bem menor, respondem por 15% (classe B) e 13% (A e DE juntas, nessa ordem).

 

Influências

Conforme Renato Meirelles, a régua de qualidade dos brasileiros subiu muito – não só dos produtos que compram, mas da experiência de compra. E o setor de shoppings tem contribuído para mudar o perfil de consumo do brasileiro. “Ir em um lugar que tem cinema, ar-condicionado e segurança faz toda a diferença para esse novo consumidor”, destacou. “E, com o tempo, ele foi entendendo que o shopping não é o lugar mais caro, é um lugar que consegue rapidamente, com todo conforto, encontrar as novas ofertas. Erram os shoppings que tentam sofisticar a tal ponto de fazer com que a percepção de preço do consumidor, sobre os produtos comprados em shoppings, fique lá em cima”, ressaltou o presidente do Data Popular.

E o crescimento da quantidade de estabelecimentos voltados à classe C tem cooperado para os resultados da pesquisa. “Sem dúvida, cresceu o movimento de shoppings em Fortaleza voltados para a classe C. Não dá pra saber se falta ou não (novos shoppings), mas o segredo do sucesso desses empreendimentos, que querem conquistar esse público, é fazer com que eles se sintam à vontade, incluídos”, observou.

 

Fonte: O Estado *Para ler na íntegra, acesse o site do Estado.