01/10/2015 - Restaurantes cortam custos para ter competitividade nas festas natalinas

CLIPPING - NOTÍCIAS DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO PAÍS

 

Trocar fornecedores, incrementar o delivery e até diminuir gastos com colaboradores viram estratégia de proprietários de estabelecimentos para garantir fluxo de clientes no final do ano

 

Após alta substancial dos custos operacionais, os bares e restaurantes buscam formas de minimizar as perdas de 2015. Do bom e velho 'amigo secreto' aos grandes jantares natalinos, o plano é trocar fornecedores, apostar no delivery e até demitir para tentar fechar o ano em linha com 2014.

Com a perspectiva de ter queda de 30% na procura por confraternizações no final do ano, o Armazém Paulista está reformulando os pacotes focados no público empresarial. "Em outubro a gente costumava ter todos os dias fechados para confraternização, mas como este ano muitos empresários estão cortando custos criamos pacotes mais acessíveis", afirmou ao DCI o sócio do Armazém Paulista, Denilson Castanho.

De acordo com o executivo, o lazer, onde se enquadra os bares e restaurantes, é um dos primeiros cortes que as pessoas fazem em momentos de crise e incerteza econômica, somada à perspectiva de queda na procura, a rentabilidade da operação será impactada no fechamento do ano. "Em conversas com os sócios decidimos que vamos ter que reduzir em 15% o quadro de funcionários [o empresário tem outras operações] para enxugar os custos e evitar repasses maiores ao cliente."

Dados mais recentes da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) apontam que o faturamento médio no setor em São Paulo caiu 8,39% no primeiro trimestre de 2015, em comparação ao mesmo período de 2014. Além disso, o quadro de pessoal foi reduzido em 4,5%, o que acarreta em mais custos para os estabelecimentos. Somado a isso, uma pesquisa realizada pela Nielsen apontou que 63% dos consumidores reduzem os custos com as idas a bares e restaurantes quando sentem que os preços estão mais altos. O corte 'nas saídas de casa' fica à frente da redução dos gastos com vestuário e acessórios, por exemplo, mencionado por 53% dos consumidores.

 

Iniciativas

Além da redução dos custos operacionais, os empresários do setor têm criado alternativas para minimizar os efeitos negativos do pessimismo do consumidor. "Estamos procurando clientes fora dos shoppings, onde se concentra 90% das nossas operações, para minimizar a queda nas vendas", afirmou ao DCI a diretora da rede franquias do Big X Picanha, Rita Poli.

A executiva explicou que até junho as vendas estavam indo bem, mas em agosto a retração acendeu o sinal de alerta na rede. "A retração em agosto foi de 10% e de lá para cá temos criados ações para atrair o consumidor dos nossos concorrentes", disse. Uma das medidas implementadas no Big X Picanha foi intensificar as promoções. "Ampliamos a linha de combos - venda casada comida mais bebida - e reduzimos os preços cerca de 10%", explicou a executiva. Com isso a rede espera, ao menos, empatar com o crescimento que a rede teve em 2014. "Não vemos um cenário de crescimento, estamos tentando empatar com o que conseguimos em 2014, que foi crescimento real de 19% na rede toda."

 

Novos fornecedores

A substituição de fornecedores, já que alguns aumentaram em 10% os preços dos produtos, também foi implementada na rede. "Alguns quiseram reduzir os preços, os que não quiseram, estão sendo substituídos", enfatizou Rita.

No Sassá Sushi, rede de restaurantes com cinco unidades, a substituição dos fornecedores também foi empregada como forma de reduzir os custos operacionais. "Temos nos preocupado mais com a eficiência das nossas operações", explicou o proprietário da rede, Alexandre Saber.

O empresário afirmou que a rentabilidade da operação será 15% menor este ano, e ele acredita que o final do ano o delivery, que já desponta com crescimento de 15%, pode ser utilizada para as confraternizações de final de ano.

 

Fonte: DCI *Para ler na íntegra visite o site do DCI