08/09/2015 - Comerciantes de Manaus anunciam reajuste no preço da comida após alta do gás

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Restaurantes, bares e lanchonetes repassarão ao consumidor um aumento entre 7% e 10%, em Manaus, informou a Abrasel.

 

O preço das comidas vendidas por pequenos estabelecimentos, como restaurantes, padarias e bancas de pastel, deve subir com o anúncio da Petrobras sobre o reajuste da botija de gás de cozinha. As informações são de proprietários de pequenos negócios, ouvidos pelo D24AM, e da vice-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amazonas (Abrasel), Lilian Guedes. Quem comprou botija na última terça-feira (1º/9),  já encontrou o produto de 7% a 10% mais caro em Manaus.

O aumento médio de 15% do gás liquefeito de petróleo para uso residencial, anunciado pela Petrobras, vale para botijões de até 13 quilos (kg) e começou a valer desde terça-feira passada, segundo comunicado da companhia. O último aumento  havia sido em  dezembro de 2002.

“Com certeza, vai ter impacto no preço final, principalmente os restaurantes domésticos, que têm um volume menor”, disse Lilian Guedes.

Pequenos negócios, que suportam até cem refeições diárias, utilizam a botija de 13kg. Restaurantes, bares e lanchonetes com volume maior de produção utilizam cilindros ou tanques de gás, que não fazem parte do reajuste anunciado.

Proprietária de um restaurante no São Raimundo, zona oeste, Cristiane Souza contou que aumentos na botija de gás pesam no preço final do prato de comida, que hoje é de R$ 12 no estabelecimento. “Com certeza, vai aumentar. Aumentou tudo”, afirma Souza.

Em uma padaria no bairro Glória, zona oeste, a perspectiva é que os preços de pães e confeitaria aumentem. O gasto do local é de dez botijas de 13kg por semana. “Vai para o custo dos produtos o gás, a luz”, disse a proprietária Célia Feitosa.

Os que têm bancas pequenas são um dos mais afetados. Tieta Guedes vende pastel na Feira da Aparecida, zona sul, e lamentou mais um reajuste que terá que repassar. “Tem que aumentar o preço, não tem como segurar”, disse a comerciante, que vende pastéis de R$ 4 a R$ 5.

Na mesma feira, Simone Rodrigues disse que os clientes já reclamam dos preços dos pastéis. A comerciante, que também vende salgados, vai analisar o orçamento para decidir o que fazer.

 

Segurar o preço

Mesmo com o aumento de custos, como o da energia e o do gás, alguns restaurantes tentam segurar o preço para não perder clientes. “O pequeno empreendedor é aquele que está pegando diretamente o impacto da crise”, disse Lilian Guedes.

É o caso da proprietária de um restaurante no bairro Aparecida, zona sul, Sandra Lopes. Com o gasto de oito botijas de 13kg por semana, a empresária vai manter o preço de R$ 10 pela refeição. “Não posso aumentar. Com essa crise, se eu repassar, os clientes vão embora”,  disse.

 

Fonte: D24am *Para ler na íntegra, visite o site do D24am