31/08/2015 - Setor de serviços teve maior reajuste salarial no primeiro semestre de 2015 no Amazonas

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O setor de serviços apresentou a maior proporção de reajuste salarial no primeiro semestre de 2015. Foi o que apontou o estudo sobre o balanço de negociação dos reajustes salariais realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Por outro lado, o setor da indústria é o que mais sente o momento econômico ao registrar, no primeiro deste ano, um cenário desfavorável em relação aos anos anteriores. De acordo com técnico do Dieese no Amazonas, Inaldo Seixas, o cenário desfavorável da indústria ainda pode mudar, pois nem todos os sindicatos do setor fizeram o fechamento das unidades de negociação.

“Em comparação a 2014, os resultados não são bons”, afirmou Seixas, ao atribuir o resultado ruim dos reajustes salários à crise econômica.

O vice-presidente da Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio) Anderson Frota, afirmou que todos os segmentos caminharão para o mesmo lado. Ele ressaltou que, em alguns meses, outros setores, além do de serviços, poderão reajustar os salários na taxa da inflação ou até um pouco a mais, mas sem ser um aumento expressivo.

“O país vive uma recessão, mas esperamos que possamos voltar para a estabilidade que tínhamos”, afirmou.

O estudo feito pelo Dieese apontou que, no primeiro semestre de 2015, 55,6% das nove unidades de negociação analisadas pelo Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS-Dieese) no Amazonas conquistaram aumento real, ou seja, reajustes acima do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os ganhos registrados resultaram em ganhos de até 4% acima da inflação, com maior incidência na faixa do ganho entre 0,01% e 1% acima do índice.

Segundo o estudo, 33,3% das negociações não conseguiram repor a inflação medida pelo INPC e 11,1% do painel analisado obteve apenas reajustes iguais à inflação.

 

Categorias

Quando comparados aos reajustes obtidos pelas mesmas categorias nos últimos oito anos, é possível notar um aumento na proporção de reajustes iguais e abaixo do INPC. O percentual de reajustes iguais à inflação no primeiro semestre de 2015 se iguala ao observado em 2011, que tinha sido, até então, o maior percentual nessa faixa, com pouco mais de 11%.

Em relação aos reajustes abaixo da inflação, o percentual de aproximadamente 33% é igual aos verificado em 2013 e superior aos demais anos da série. Quando somados, os acordos que não obtiveram aumentos reais correspondem a 44,4%.

O valor médio do aumento real 0,39% reflete esse cenário desfavorável, registrando o menor nível do período.

 

Fonte: Em Tempo