13/08/2015 - Abrasel reúne número histórico de parlamentares e lideranças e mostra força do setor em Brasília

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Cerimônia de abertura do 27º Congresso Nacional da entidade reuniu ministros, o governador do DF e deputados para discutir os caminhos para se criar um país onde viver seja melhor e empreender seja mais simples.

 

Na noite de terça-feira (11) foi realizada a cerimônia de abertura do 27º Congresso Nacional Abrasel, no Hotel Royal Tulip, em Brasília. Com o tema “A partir das ruas, simplifica Brasil”, o evento reuniu a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu; o ministro do Turismo, Henrique Alves; o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa; Guilherme Afif Domingos; o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg; o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviço e Empreendedorismo, Manoel Júnior; o deputado federal e presidente da comissão de turismo, Alex Manente; o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz; o secretário de Turismo do DF, Jaime Recena; o diretor do Sebrae Nacional, José Claudio dos Santos, o líder do Conselho Nacional da Abrasel, Newton Pereira; o presidente do Conselho de Administração da entidade, Pedro Hoffmann; e o presidente executivo, Paulo Solmucci Junior. A União Nacional das Entidades de Comércio e Serviços (UNECS) foi representada pelo diretor de relações institucionais da Abras, Alexandre Seabra.

Parlamentares, lideranças e empresários do setor, vindos de todo o país, participaram da cerimônia, que reuniu 600 pessoas. Na fala de abertura, Solmucci falou sobre a importância do setor e disse que a Abrasel está comprometida a ser protagonista na mudança do cenário socioeconômico que hoje inquieta a população. “Entendemos que duas coisas serão centrais para essa transformação: tratar da qualidade de vida crescente para o brasileiro e garantir que o empreender no Brasil seja simples. Entendemos que a resposta vem das ruas, de uma cidade desburocratizada e com ruas vivas”. Sobre as inquietações que afligem parte da população e do empresário, o executivo respondeu com entusiasmo: “Esse país é o nosso Brasil, nós não vamos desistir”.

O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif, que, durante a solenidade de abertura do evento na Abrasel no último ano assumiu o compromisso de propor uma mudança estrutural no projeto do Simples, afirmou que a expectativa é que essa matéria seja aprovada no Congresso ainda em agosto. “Trata-se de uma lei viva, em permanente aperfeiçoamento. Vamos passar de R$3,6 milhões para R$7,2 milhões para dar condições da empresa não precisar de subterfúgios para crescer. Quando todos pagam menos, o governo arrecada mais”, afirmou. O ministro falou também da necessidade de abrir o mercado de trabalho para jovens e adolescentes, assunto de grande interesse do setor. “Hoje nos criminalizamos o trabalho de menores. Mas para o adolescente é bom ter trabalho. A micro e pequena empresa é o ambiente ideal para que ele desenvolva suas habilidades”, finalizou.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu falou sobre o trabalho para que a gastronomia brasileira seja reconhecida mundialmente. “Chegamos num ponto em que somos reconhecidos no mundo inteiro como uma potência na produção de alimentos, mas infelizmente ainda não somos reconhecidos como uma potência gastronômica. Tenho conversado com o ministro do Turismo sobre como podemos juntar nossas forças para que isso aconteça, já que temos a matéria-prima”, pontou. Kátia Abreu falou ainda sobre a importância dos bares e restaurantes para o país: “Precisamos pensar no setor como um grande negócio, como uma necessidade das famílias que trabalham, das mulheres que trabalham, daqueles que precisam do trabalho do setor e também dos empregos que ele gera - seis milhões de empregos no Brasil e quase 3% do PIB”, destacou.

Para o recém-empossado ministro do Turismo, Henrique Alves, o potencial turístico do Brasil é subaproveitado. Ele ressaltou a importância econômica do setor e como a gastronomia tem força na cadeia do turismo. “Duvido que haja turismo sem bar e restaurante. As pessoas não sabem que por trás da cervejinha e da diversão, há luta, risco, fiscalização, qualificação, controle de qualidade”, observou. O ministro completou: “Nessa hora em que o dólar está alto, não há atividade com custo-benefício menor, que gere emprego e renda mais rápido e com mais capilaridade do que o turismo. O setor tem que fazer parte da agenda econômica e social desse país”.

Encerrando a cerimônia, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, enfatizou a compreensão da importância da gastronomia para o desenvolvimento do turismo e da economia. Para o governador, o setor está numa fase de grandes oportunidades. “O dólar está com preço elevado e é o momento de promover o turismo interno. Tenho a absoluta convicção que é através da gastronomia que vamos construir uma economia melhor, um país melhor”, finalizou.