13/08/2015 - Imprensa especializada discute críticas gastronômicas

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Mesa redonda realizada hoje pela manhã fez parte da programação do 27º Congresso Nacional Abrasel e Mesa ao Vivo Brasília

 

O segundo dia do 27º Congresso Nacional Abrasel foi aberto com a mesa redonda “Da gastronomia ao negócio da alimentação fora do lar, uma visão da imprensa especializada”, fórum integrado da Abrasel com a Mesa ao Vivo Brasília. Em uma conversa dinâmica que teve como moderador André Spínola, gerente UACS do Sebrae Nacional, os jornalistas presentes discutiram sobre a democratização dos meios de informação e sobre a importância do papel do crítico para os bares e restaurantes. Estiveram presentes Ricardo Castilho, da revista Prazeres da Mesa, Josimar Melo, da Folha de S. Paulo e Basílico, Ailin Aleixo, do blog Gastrolândia, e Luciana Barbo, da CBN Sabores Brasília.

A conversa foi divida em três rodadas, com direito a perguntas dos empresários associados da Abrasel após o final das falas dos convidados. Na primeira rodada, André Spínola indagou os jornalistas sobre como a imprensa pode ajudar o setor. A segunda rodada discutiu sobre as formas de avaliação da crítica e a última rodada discorreu sobre a opinião dos críticos sobre novas tendências do mercado. Segundo Ailin Aleixo, motivar o empresário a aumentar a excelência do restaurante é um dos papéis da crítica. “Elogio não faz ninguém sair da zona de conforto, a crítica sim”, diz. Já para Luciana Barbo, a avaliação deve sempre seguir critérios técnicos. “A crítica deve ser elegante, com opiniões bem fundamentadas”.

Respondendo a uma pergunta da plateia sobre a bagagem intelectual do crítico gastronômico, Josimar Castilho afirmou que além da formação acadêmica, o aprendizado está na prática, entre experiências empíricas e estudos, com o intuito de sempre se atualizar sobre o mercado. Ailin Aleixo destacou cinco pontos fundamentais do jornalismo gastronômico. “É preciso tempo, estrada, viagem, cozinha e estudos, sempre em busca de um referencial, com o máximo de isenção possível”.

Finalizando a discussão, o mediador André Spínola propôs uma reflexão sobre o empreender no setor de alimentação fora de lar. “A arte com ciência é uma forma autoral de empreender, requer, um aprendizado constante”.