28/07/2015 - Comércio troca vagas para carros nas ruas por 67 minipraças em São Paulo

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Comerciantes têm optado por retirar ao menos duas vagas de estacionamento da frente de seus estabelecimentos para instalar ali os novos equipamentos de convivência da capital

 

Os carros perderam espaço para os parklets, como são chamadas as minipraças que pipocaram pela cidade de São Paulo. Desde a metade de 2014, comerciantes, principalmente nas zonas sul, oeste e região central, têm optado por retirar ao menos duas vagas de estacionamento da frente de seus estabelecimentos para instalar ali os novos equipamentos de convivência da capital.

Já são 67 parklets em operação ou à espera de autorização de subprefeituras para serem montados, enquanto a cidade discute se as minipraças melhoram o convívio coletivo ou se são uma forma de os comerciantes se apropriarem do espaço público para aumentar o tamanho de seus estabelecimentos.

“É muito mais agradável você ter as pessoas sentadas nas mesas esperando a vez do que em pé, parados na frente de carros”, diz Exupério Silva Neto, o Zupa, proprietário do Consulado da Bahia, bar na esquina da Rua dos Pinheiros com a Mateus Grou, em Pinheiros, zona oeste.

Zupa conta que chegava a ter cem pessoas na fila de espera e que o parklet, que começou a funcionar há algumas semanas, o agradou bastante. Trouxe, porém, novas preocupações. “Já fui muito avisado sobre a fiscalização. Não é permitido servir os clientes nas mesas”, diz. “O que acontece é as pessoas pedirem a bebida no balcão, uma caipirinha. Mas isso não tenho como impedir”, afirma.

Os equipamentos chegam a custar R$ 30 mil. Há ao menos três empresas especializadas na cidade, cujos serviços incluem a obtenção das autorizações necessárias. Todos os custos para a montagem do parklet são de responsabilidade dos comerciantes.

Se por um lado os equipamentos estão surgindo porque houve a regulamentação por meio de uma legislação que libera suas instalações, por outro, as regras da Prefeitura acabam por frustrar parte do mercado. “Há exageros nas exigências feitas pela Prefeitura. O material tem de ser desmontável, tem metragens pré-determinadas”, diz o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Percival Maricato. “Mas apoiamos a medida”, afirma.

“Os bares também não perdem vagas de estacionamento. O cliente pode parar próximo. Nem sempre quem estaciona na frente de um restaurante é quem vai entrar nele.”

 

Fonte: Estadão