27/07/2015 - Queda no movimento de restaurantes de shoppings gera demissões na Bahia

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O movimento de clientes nas praças de alimentação dos shoppings de Salvador caiu entre 20% e 30%

 

O movimento de clientes nas praças de alimentação dos shoppings de Salvador caiu entre 20% e 30%, a depender do perfil do centro de compras, desde o começo do ano. Nos bairros da Orla, o setor de lazer teve queda de 30% a 40%. As informações são do diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Bahia, Luís Henrique, que afirma nunca ter visto isso “nos 22 anos em que estou no ramo.”

Em relação à queda de movimento nas praças de alimentação dos shoppings, a dedução é óbvia: Luis Henrique disse que o problema agravou-se sobremaneira após o início da cobrança do estacionamento. No entanto, ele ressalva que “desde o começo do ano já notávamos uma queda.”

“Em tese – diz o executivo da Abrasel -, um único setor do nosso comércio nunca sofreu tanto. Não sabemos onde vamos parar. Setorialmente, temos uma divisão clara: primeiro, o mercado ligado ao lazer e entretenimento, depois aquele que diz respeito ao cliente de negócios, ou seja, frequentadores do dia a dia para almoços comerciais”.

 

Empregos

Ainda conforme Luís Henrique, “o setor de lazer e entretenimento é o que mais tem sofrido, mas a categoria negócios também não fica muito atrás, pois temos registrado uma queda de 10% a 15% de redução no movimento, a depender do nível de escolha do cliente. O nível médio, que vai até R$ 30, ainda tem sofrido menos. Mas, acima disso, as dificuldades são muitas”.

Esta situação, é claro, traz como um dos resultados sociais mais graves as demissões. Conforme informações do diretor executivo,  as dispensas de funcionários “começaram já no final de março, início de abril. É um volume significativo. Em abril, por exemplo, cerca de 10% da mão de obra do setor foi demitida, o que equivale a quatro ou cinco mil funcionários.”

No entanto, Luís Henrique faz questão de frisar que, excetuando a característica particular da cobrança do estacionamento em shoppings, de um modo geral “a situação da Bahia é a mesma de todo o País. Tenho mantido contatos constantes com outras seccionais da Abrasel e o quadro é o mesmo.”

 

A esperança está nos turistas

Para José Ramos, presidente do sindicato que representa os trabalhador em Hotéis, Restaurantes e Bares de Salvador, o Sindihotéis, “a baixa estação turística agravou muito a situação, mas temos grande esperança de que o movimento melhore a partir deste mês de julho, com as férias, e daí em diante com a proximidade da alta estação.”

Ele também aponta o início da cobrança de estacionamento em shoppings como um dos principais motivos para a queda de movimento no setor de bares e restaurantes.

Sua maior indignação diz respeito ao fato dos funcionários dos shoppings, aí incluindo todos os do setor de bares a restaurantes, estarem sendo cobrados pelo estacionamento. “Ninguém sabe quem vai pagar a conta, mas o fato é que os funcionários têm sido penalizados. Não há exceção. Diante disso, nosso pleito é para que todos os funcionários, de qualquer setor, sejam isentados do pagamento de estacionamento”, diz José Ramos.

No entanto, ele continua otimista: “Acreditamos que as chuvas atrapalharam muito nos últimos meses, e continuamos crendo que o aquecimento do turismo, nas próximas semanas, traga um alento para o setor”.

 

Fonte: Tribuna da Bahia