22/06/2015 - Setor de serviços no Ceará tem segundo maior crescimento no Brasil

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Acima da média do País, o índice registrado no Ceará ficou atrás apenas de Rondônia, com 7,9%

 

O Ceará apresentou a segunda maior variação positiva na receita nominal do setor de serviços em abril deste ano, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, atingindo 4,5%, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Acima da média do País, o índice registrado no Ceará ficou atrás apenas de Rondônia, com 7,9%.

Dentre as 27 unidades da federação, 13 apresentaram variações nominais positivas, como Mato Grosso do Sul (3,9%), São Paulo (3,30%), Bahia (3,10%), e 14 apresentaram variações negativas, cujas maiores foram em Roraima (-9,9%), no Amapá (-9,8%) e no Maranhão (-6,8%).

O setor de serviços, no Brasil, registrou um crescimento da receita nominal de 1,7% no mês de abril, em comparação ao mesmo mês de 2014. O índice, inferior à taxa de março (6,1%), foi o segundo menor da série, iniciada em 2012, ficando atrás apenas da taxa de fevereiro, que registrou 0,9%. A taxa acumulada no ano atingiu 2,6%, e em 12 meses, 4,3%.

Apesar do cenário de crise e instabilidade econômica no País, o setor de serviços prestados às famílias conseguiu registrar uma variação positiva em abril, apresentando alta de 1,2% em relação a março. Dentro do setor, o aumento na receita dos serviços de alojamento e alimentação foi de 1,1% em abril ante março.

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Ceará (Abrasel-CE), a expectativa para o setor de alimentação fora do lar é de um crescimento de 1,1% a 1,5% para este ano. Paulo Solmucci Junior, presidente da Abrasel-CE, acredita que o turismo pode ajudar a incrementar a receita do setor: “Podemos observar que locais com um forte mercado turístico tiveram um início de ano relativamente melhor que outros sem essa fonte. Ao invés da baixa, registrada pela maioria, houve estabilização ou até mesmo um leve crescimento nestes mercados”, analisou.

Também houve crescimento dos Serviços profissionais, administrativos e complementares, com 6,7% e dos Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correios, com 1,0%. Por outro lado, os Serviços de informação e comunicação e o segmento de Outros serviços -que abrange atividades imobiliárias, serviços de manutenção e reparação, serviços auxiliares financeiros, entre outros- apresentaram variação nominal negativa, registrando -0,1% e -2,2%, respectivamente.

 

Fonte: Diário do Nordeste