05/05/2015 - O que o jovem espera do mercado de trabalho?

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Seja como primeiro emprego ou para seguir carreira, setor de fast food oferece oportunidades

 

Não está fácil para ninguém. A economia começou patinando em 2015, praticamente todos os setores foram afetados. Mas, algumas empresas continuam contratando, apesar da crise. É o caso do setor de restaurantes e de fast food.

E são os estabelecimentos que mais contratam jovens no primeiro emprego. É o que afirma, Alberto Lyra, diretor executivo da ANR (Associação Nacional de Restaurantes). “É uma excelente oportunidade para ambos. Os estabelecimentos ganham a chance de formar um colaborador desde o início”. Segundo ele, isso é importante porque ajuda a moldar o funcionário, não só para o mercado, mas para atender as especificidades de cada marca ou rede. “Para os jovens abre as portas para um segmento que vem mantendo destaque e um constante crescimento”, acrescenta Lyra.

 

Alta rotatividade

Formar pessoas para o mercado faz parte do perfil da empresa líder no ramo de fast food, McDonald’s. “São treinados no restaurante, no atendimento, e se continuarem na empresa podem passar por rotinas de administração e manutenção”, explica Marcelo Nóbrega, diretor de Recursos Humanos do McDonald’s.

Entretanto, metade dos jovens que ingressam no setor permanece na empresa no máximo um ano, segundo pesquisa da consultoria Santo Caos. “O segmento de fast food, e os negócios de varejo em geral, têm alta rotatividade justamente por ser o primeiro emprego da maioria”, argumenta Nóbrega. Outro detalhe favorece os novatos, a empresa não exige experiência anterior.

Mas, no caso da rede McDonald’s, quem quiser ficar na casa conta com um atraente plano de carreira. Segundo o diretor, 40% dos executivos, que estão no auge da carreira no setor, começaram no atendimento ao público nas lojas.

 

Apenas 7% de jovens pensam em plano de carreira, diz estudo

Uma pesquisa recente, realizada pela consultora Santo Caos, buscou entender o comportamento e os desejos dos jovens de classe C e D que ingressam no primeiro emprego. Foram entrevistados 812 pessoas, entre 16 e 22 anos em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e do interior paulista. Os números indicaram que existe uma alta rotatividade de jovens funcionários das classes C e D nos postos de trabalho.

Apenas 7% dos funcionários de primeiro emprego pensam em plano de carreira ao ingressar numa empresa, sendo que 80% ocupam cargos subordinados. Os dados, apesar de parecerem preocupantes, correspondem aos interesses de ambos os lados, já que os jovens buscam uma primeira experiência de fácil acesso para obter independência financeira ou até experimentar o mercado de trabalho, e as empresas querem preparar esses profissionais para serem bem sucedidos futuramente num segundo emprego.

 

Motivação

O baixo custo de contratação é uma vantagem para os empregadores.

Segundo Jean Soldatelli, um dos pesquisadores, os motivos que impulssionam o primeiro emprego são diversos, mas a maioria quer satisfazer desejos de consumo. “Independentemente da região do país, muitos jovens profissionais começam a trabalhar para satisfazer necessidades pontuais, como comprar um smartphone da moda ou fazer uma viagem. Por isso, sua relação com o primeiro emprego tende a ser superficial e existe essa grande rotatividade.”

 

Fonte: MetroJornal