29/04/2015 - Febre dos Food Trucks chega a Londrina

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Primeiro caminhão de comida funciona na cidade há cerca de quatro meses. Outros dois restaurantes itinerantes estão na fase final de regulamentação para começarem a funcionar

 

Os mais apressados podem ainda não ter percebido, mas a Travessa Padre Eugênio Herter, ao lado da Catedral, está mais colorida. As cores azul, vermelho e branco dão graça ao Food Truck que serve crepes franceses em pleno coração de Londrina. Atrás do balcão, o casal Moysés e Lúcia Caldarelli que viveram nove anos na Europa e lá se inspiraram para abrir o próprio negócio. A ideia era servir comida de qualidade na rua antes mesmo da moda dos caminhões de comida chegarem ao Brasil.

Em 2008, Caldarelli lembra de ter buscado em capitais como Curitiba alguém que já tivesse um Food Truck, mas descobriu que o conceito ainda era desconhecido por aqui. “Na época eu até fui à Câmara de Vereadores de Curitiba e não encontrei nada, nenhuma referência legal. Lembro de ter dito que o país estava atrasado em relação à regulamentação da comida de rua e que, mais cedo ou mais tarde, isso teria que ser discutido aqui também.”

E ele estava certo. Menos de uma década depois, cidades como São Paulo e a própria capital paranaense já regularizaram a situação dos caminhões de comida. Londrina também se prepara para discutir a questão. Além disso, restaurantes itinerantes têm ganhado tanta força que até já são temas de programas televisivos, como Food Truck - A Batalha, do canal fechado GNT.

Moysés Caldarelli é o proprietário de um Food Truck no centro de Londrina. Com autorização da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) ele vende cerca de 120 crepes diariamente no centro da cidade, há cerca de quatro meses. Nas noites de sexta e sábado, as vendas quadriplicam. “Não tenho do que reclamar”, comemora. A partir de R$ 6 é possível comer crepes com recheios clássicos como queijo, presunto e tomate, frango e catupiry, Nutella com morango ou banana e Romeu e Julieta. “Acho que é uma boa opção ao lanche com salsicha que a gente encontra nas ruas de Londrina”, acredita Caldarelli.

 

Culinária japonesa

Em breve, os amantes da culinária japonesa e da boa e certeira pizza artesanal também poderão comer bem nas ruas de Londrina. Em maio, o caminhão da Go Japanese Food deve começar a funcionar na Avenida Madre Leônia Milito. Na tarde de sexta-feira (24), um dos proprietários, o sushiman Henrique Kuwano, estava em Curitiba para acompanhar as últimas adaptações no caminhão que será a sede do negócio. “Já demos entrada na CMTU e estamos aguardando o caminhão ficar pronto. Assim que tudo for resolvido, já queremos começar a funcionar.”

 

Pizza artesanal

Com uma Kombi adaptada, o Londrino Food Truck irá oferecer pizzas artesanais de forma prática, gostosa e acessível nas ruas de Londrina. O local de funcionamento ainda é incerto, segundo o proprietário Marcio Teotônio, já que sua primeira opção, o cruzamento da Avenida Ayrton Senna com a Rua Caracas foi negado pela CMTU. “Eles alegaram que o local tem um fluxo muito intenso de veículos. Por isso já solicitei a possibilidade de outros pontos, como os arredores do Lago Igapó.”

Teotônio aguarda os trâmites burocráticos para começar a vender as pizzas. O carro já está pronto, com todas as adaptações exigidas por lei. Até mesmo as embalagens onde a massa será servida estão sendo cuidadosamente escolhidas por ele. “A comida de rua tem que ser essencialmente fácil de comer”, lembra. O proprietário conta que até chegou a cogitar abrir um restaurante ou lanchonete tradicional, em ponto fixo, mas os altos custos do projeto inviabilizariam o sonho.

 

Abrasel

Arnaldo Falanca, diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Londrina, concorda que o crescimento deste segmento é inevitável. De acordo com ele, a projeção nacional hoje é de que 33% do que o brasileiro gasta com alimentação é fora de casa. "A estimativa para 2025 chega a 50%", comenta. Segundo o Ibope Inteligência, a alimentação fora de casa movimentou R$ 140 bilhões no ano passado.

Porém, Falanca ressalta que é preciso definir bem quanto ao futuro dos food trucks. "As exigências devem acompanhar às das lanchonetes e restaurantes fixos, em especial no que diz respeito à higienização, manipulação dos alimentos e local de preparo da matéria-prima", diz.

 

Fonte: Com informações do Jornal de Londrina