28/04/2015 - Qual piso escolher?

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Definir o revestimento ideal para um bar ou restaurante ainda é motivo de dúvidas para muitos empresários do setor. Aliar estética à funcionalidade continua sendo o grande desafio

 

 

São tantas as opções de cores, formatos e tamanhos que a tarefa chega a ser complicada, ainda mais se à lista forem acrescentados aspectos como resistência, acabamento de bordas e superfícies. Para escolher o piso adequado para um bar ou restaurante é preciso mais que bom gosto. O tipo de ambiente onde será aplicado e sua finalidade fazem toda a diferença na escolha. Para completar, é preciso avaliar a funcionalidade e praticidade para fazer a limpeza, o que reflete diretamente na higiene e na prevenção de possíveis acidentes com empregados e clientes.

“Parte da beleza vem da funcionalidade. Conjugar informações técnicas e as características estéticas dos materiais disponíveis no mercado é essencial para alcançar os resultados esperados. O tempo de obra estimado e as expectativas do proprietário do estabelecimento também influenciam na escolha do material a ser utilizado”, explica a arquiteta e urbanista da Atmosfera Arquitetura, Eliza Miyuki Omine.

Ela ressalta que é preciso ter cautela ao definir o revestimento. Para a aplicação no salão, por exemplo, é fundamental evitar o uso de pisos lisos e escorregadios. Em contrapartida, revestimentos de superfície muito abrasiva dificultam a limpeza, o que é um aspecto de extrema importância. Peças de borda do tipo bold (veja no box a seguir) também devem ser evitadas, pois exigem afastamento de pelo menos um centímetro entre uma e outra – depende do formato e da dimensão – o que cria grandes áreas de rejunte e dificulta a limpeza e manutenção.

Nesses casos, o ideal são os pisos de borda retificada, visto que quanto menos áreas de rejunte mais difícil é o acúmulo de sujeira. Pisos de superfície acetinada também contribuem para esse propósito, além de garantirem a segurança aos clientes e manterem parte do brilho e do reflexo.

Já o piso da cozinha, por ser uma grande área molhada, deve oferecer, com o mínimo de caimento, o escoamento de resíduos líquidos. “Por isso, é necessário evitar grandes áreas de piso sem ralo, para que o caimento não interfira drasticamente no nivelamento do ambiente como um todo. Vale ressaltar que, quando possível, todos os ralos devem ser sifonados – impedem que odores provenientes do sistema de esgoto voltem pela tubulação e invadam o ambiente – com grelhas que permitam o seu fechamento”, explica a arquiteta.

 

Principais equívocos

De acordo com Eliza Miyuki, grande parte dos erros cometidos no momento de escolher os revestimentos acontece na hora da troca. Substituir o piso antigo por outro similar em aparência não garante as mesmas características técnicas, como a resistência. Outro engano é induzido pelo baixo custo. “Procurar por materiais que tenham menor custo nem sempre traz bons resultados. Geralmente, esses materiais não apresentam o desempenho necessário para um estabelecimento comercial”, avalia.

Além desses fatores, é comum a desconexão entre aspectos de segurança e estética. O piso polido, por exemplo, que é extremamente liso e por isso indicado para áreas secas, não é recomendado para os banheiros, pois pode causar escorregões e acidentes sérios. Esses detalhes precisam ser levados em conta no momento de construção ou reforma de um estabelecimento.

 

Sobreposição

O nome já diz tudo: a sobreposição de pisos consiste, basicamente, em instalar um novo piso sobre o antigo sem a necessidade de removê-lo. É uma alternativa válida para diminuir o tempo e o custo de uma obra, mas sua praticidade e viabilidade dependem de alguns cuidados. Certificar-se de que o piso antigo, que servirá de base, está nivelado, sem muitas peças soltas, plano e limpo, é um deles. Também é preciso remover essas peças soltas e/ou quebradas para evitar que o piso novo desplaque. Outra precaução é calcular o acréscimo de altura no piso para prever ajustes necessários em pontos de água e esgoto, assim como alturas de portas e janelas.

“Esses cuidados valem tanto para porcelanatos quanto para pisos vinílicos clicados. Outros tipos de revestimento, como o cimento queimado, exigem a execução de um contrapiso próprio, inviabilizando a sua execução sobre um piso existente”, explica Eliza Miyuki.

 

Fonte: Revista Bares & Restaurantes nº 102 *Matéria na íntegra disponível na versão impressa