07/04/2015 - Para aguçar ainda mais o apetite do food service

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Com quase 100% de mão de obra feminina e aproveitando acentuado avanço do setor de alimentação fora do lar, rede de restaurantes cresce 30% e quer ser lembrada pelo sabor da "comida de mãe"

 

O promissor mercado de food service cada vez mais encontra motivos para comemorar. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) engrossam ainda mais o caldo desse segmento, uma vez que a alimentação consumida fora do lar já corresponde a cerca de 25% do total das refeições do gênero nos centros urbanos. Tal percentual equivale a toda a alimentação fora do lar produzida pela rede de serviços privados em fast-food, deliveries, restaurantes comerciais, vending machines, panificadoras, lanchonetes, inflight caterings, restaurantes de empresas, supermercados, distribuidores e pela rede de serviços públicos.

Contribuindo para expansão do setor, a Apetit Serviços de Alimentação - responsável por servir 120 mil refeições por dia - projeta crescer 30% neste ano, mesmo frente ao quadro de incertezas que vigora no País.  "Pretendemos expandir o número para 190 mil refeições/dia. Este é o momento de ascensão,até porque o mercado vai buscar parceiros mais competitivos, proativos e estruturados, características que distinguem a Apetit no setor", analisa Marcia Manfrin, presidente da empresa, sediada em Londrina, Paraná.

Presente em 12 estados brasileiros, a tecnologia desenvolvida capacita a Apetit a atender "com exclusividade e segundo as necessidades do cliente", frisa Marcia. Dispõe de um data center próprio que, acrescido do esforço conjunto de outras áreas, garante a logística no abastecimento e distribuição para 180 restaurantes. "Entre eles, alguns são nossos parceiros desde o nascimento da Apetit, em 1989, caso de uma concessionária de veículos para a qual comecei transportando diariamente 13 refeições e hoje fornecemos 250 refeições/dia. Só mesmo a comida da mãe saboreamos ao longo de 25 anos, não é mesmo?", indaga Marcia com satisfação.

 

Estrutura nacional

Espalhados de norte a sul do País, os clientes são atendidos por dois mil colaboradores diretos, entre cozinheiros, nutricionistas e gerentes nos setores de marketing, operações, comercial, planejamento e recursos humanos. São quatro escritórios regionais:  Salvador (BA), Uberlândia (MG), São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Cada um com estrutura para atender os clientes da área.  "Os centros de distribuição são os responsáveis por armazenar a matéria-prima segundo as condições higiênico-sanitárias, e responsáveis pela logística até dos restaurantes", explica Marcia.

No ano passado, a Apetit faturou R$ 120 milhões, sendo que 12% são investidos em capacitação profissional, outro diferencial da empresa que Marcia faz questão de ressaltar. "Quando criamos a Apetit, nosso sonho era ser a maior da região. Sonho conquistado, o passo seguinte era tornar-se a maior de Londrina no segmento de refeições transportadas", recorda-se. Os sonhos a motivaram sair da pequena cozinha (3x3 metros), dentro do bar de seu marido, para uma área estruturada de 100 metros quadrados, com 30 funcionários, no ano seguinte, em 1990. Para tanto, Marcia contou com um braço direito, a cozinheira Teresa Oliveira, que somente deixou a Apetit há dois anos, quando se aposentou.

 

Única no setor

Lá se vão mais de 25 anos, sendo que nos primeiros 12 anos a Apetit dedicou-se ao segmento de refeições transportadas para clientes até num raio de 200 quilômetros. Depois passou a produzir as refeições dentro da estrutura dos clientes, montando as cozinhas, contratando equipes específicas para atender com exclusividade. O novo modelo contou com o reforço do marido (Decarlos), engenheiro que abandonou a profissão para se dedicar à área financeira, e dos filhos Pâmela (27 anos, formada em engenharia, com mestrado em sustentabilidade), e Lucas (23 anos, graduado em administração), responsáveis pelas gerências estratégica e comercial, respectivamente.

Marcia só se ressente do pouco tempo que teve para investir no próprio desenvolvimento pessoal. Talvez, justamente por isso, sempre se preocupou em oferecer qualificação profissional para seus colaboradores e, em especial, para as mulheres. "Somos a única empresa do setor a ter no seu quadro de colaboradores 91% de mulheres, sendo aproximadamente 200 em cargos de liderança", afirma.

Neste sentido, a Apetit mantém programas e ações internas que impulsionam a autonomia feminina, de tal modo que foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o Prêmio WEPs (Women´s Empowerment Principles), em 2014. A premiação se deu por conta das boas práticas de gestão, que visam à promoção da autonomia do ser humano como um pré-requisito para se alcançar o desenvolvimento sustentável da empresa. A partir de agora, a Apetit não concorre mais à premiação, pois no mesmo ano também se tornou signatária do WEPs mundial, promovido pela organização. Esta distinção foi dada a somente 58 empresas brasileiras e a Apetit é a única do setor de refeições coletivas.

Complementando as iniciativas na área social, a empresa mantém há dez anos o Instituto Apetit de Educação com programas, como "Chef Mirim", que visa qualificar profissionalmente jovens adolescentes em situação de alto risco social. Também há dois anos criou a Universidade Corporativa (Uniap). Com cursos presenciais e a distância, a Uniap ocupa uma área rural (um alqueire) e consumiu aportes de R$ 1,55 milhão.

 

Fonte: DCI