06/04/2015 - Criatividade que vai além do prato

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Bicampeão do Comida di Buteco de Fortaleza, o Tronco do Gaúcho usa inovação e criatividade para criar as receitas e decorar a casa, detalhes que fazem a diferença

 

Dos gramados para a churrasqueira. O estabelecimento bicampeão do Comida di Buteco de Fortaleza (CE), o Tronco do Gaúcho, tem como proprietário um ex-jogador de futebol, que foi volante de três times brasileiros (Ceará, Fortaleza e Ferroviário): Solimar Luis Rossini. Apesar de ser gaúcho, ele construiu sua vida no Nordeste, onde ganhou fama e respeito. Com apenas 31 anos decidiu se aposentar dos gramados e investir em outra atividade na qual também tinha total domínio: o churrasco.

Os gaúchos já têm a fama de prepararem o melhor churrasco do país. No caso da família de Rossini, além da origem, os pais também eram donos de um frigorífico, o que contribuiu para a criação do negócio. “Eu tinha muita experiência com carnes e como em Fortaleza esse ramo de restaurantes é bem amplo, aliei o meu conhecimento ao mercado aberto”, explica.

A inauguração do Tronco do Gaúcho aconteceu em 2007. A princípio, o carro-chefe da casa era a costela no bafo. Na época, o restaurante tinha capacidade para atender cerca de 20 pessoas sentadas. Ao longo do tempo, o cardápio foi sendo incrementado e outras carnes adicionadas ao menu.

 

Participações no Comida di Buteco

Em Fortaleza, o Comida di Buteco teve início em 2011. O Tronco do Gaúcho só começou a participar no ano seguinte, com seu prato tradicional: a costela. O tira-gosto foi batizado como “Costela de Banguela”. O criativo nome foi sugerido devido à maciez da carne, que era desossada. “As pessoas brincavam que até quem não tinha dente podia comer”, brinca. O prato conquistou o vice-campeonato.

Em 2013, Rossini decidiu investir pesado no festival. Como acontecia a Copa das Confederações, o nome do prato foi uma homenagem ao estádio da cidade, “Trio Arena Castelão”. A combinação de linguiça de carne de sol, macaxeira cozida e manteiga da terra, com acompanhamento de molho à base de maionese, conquistou os clientes.

Além da receita, o empresário pensou também na apresentação do prato. Ao lado da esposa Silvana, ele decidiu fazer travessas de barro, no formato de um estádio de futebol. Para completar, Rossini ainda caracterizou todos os seus garçons com roupas iguais a de juízes e decorou todo o estabelecimento. “Sempre que íamos servir o prato nas mesas, os garçons também apitavam como os juízes”, destaca. Com tanto empenho, aliando boa comida, criatividade e atendimento especial, o primeiro título no Comida di Buteco chegou em 2013.

Empolgado com o resultado do concurso, o empresário lembra que logo começou a pensar no prato que seria inscrito em 2014. “Era o ano da Copa do Mundo no Brasil, mas não queria repetir o tema futebol. Pensei, então, em fazer uma homenagem ao Ceará e criamos o prato ‘No Ceará é Assim’, com ingredientes típicos do estado”.

O prato foi composto por picanha de carne de sol, castanha do pará, rapadura de sabores colorida – de morango, caju, menta, goiaba e acerola – paçoca e cebola roxa. Assim como no ano anterior, um vasilhame de barro também foi criado especialmente para acomodar a receita. Dessa vez, o petisco foi montado em uma sanfona. Além disso, novamente o bar foi todo decorado, recebendo um matuto e uma matuta, com quem as pessoas podiam tirar fotos. Todos os garçons foram caracterizados com roupas de Lampião. Com tanta criatividade, pelo segundo ano consecutivo, o bar levou a primeira colocação.

 

Fonte: Revista MNMV nº13 *Matéria na íntegra disponível na versão impressa