01/04/2015 - Costa Doce firma-se como polo gastronômico

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Abrasel projeta crescimento na região

 

A região da Costa Doce gaúcha, no Sul do Estado, firma-se cada vez mais como um dos polos gastronômicos do Rio Grande do Sul. Sua colonização diversificada, que inclui portugueses, africanos, franceses e alemães, dentre outros povos, e a proximidade com a Lagoa dos Patos e o mar proporcionaram uma cultura gastronômica rica e variada.

Esse aspecto cultural tem refletido na força do setor de alimentação, e mostra seu avanço através do engajamento dos empreendedores: dos 301 associados à Abrasel RS, 45 estão vinculados à Abrasel Costa Doce. “O número maior é de restaurantes, mas bares, lancherias e doçarias também fazem parte dos associados”, relata Theia Bender, executiva da regional.

Doces, aliás, são um dos atrativos mais conhecidos da cidade de Pelotas, um dos três municípios que reúnem associados. Os demais são Rio Grande e São Lourenço do Sul. “Com o crescimento do trabalho, queremos incentivar o associativismo dos bares e restaurantes nos 14 municípios da Costa Doce”, afirma Theia sobre os planos de expansão da associação.

Segundo a executiva, a Abrasel Costa Doce quer aumentar também o número de mantenedores que ofertam serviços para os associados, além de ampliar os cursos de capacitação profissional para os trabalhadores e de gestão empresarial para o segmento. “Nosso objetivo é realizar projetos consistentes de qualificação de serviços e a promoção da gastronomia da Costa Doce como um diferencial competitivo para o turismo da região”, diz Theia.

Para o Presidente do Conselho de Administração da Abrasel Costa Doce, Felipe Santos Lang, a qualificação é um ponto fundamental para fortalecer o setor. “Nosso foco é lutar pelos interesses dos restaurantes e bares, e trazer novos associados. E é qualificando a mão de obra e a gestão que iremos crescer juntos”, avalia.

Como recursos para esse crescimento, a Abrasel Costa Doce articula a realização de missões empresariais para a participação em feiras e eventos, e rodadas de negócios entre fornecedores e empresários da alimentação. Também promove a participação na formatação de políticas públicas, através dos conselhos municipais de Turismo, Cultura e da Agência de Desenvolvimento.

Existem alguns entraves para o desenvolvimento pleno do setor. Burocracia na liberação de documentos, insegurança jurídica, falta de oferta de qualificação da mão de obra e carência de fornecedores são alguns dos problemas relatados por Theia.

Mas a executiva mantém-se otimista: “Mesmo assim, o cenário é bastante positivo para o futuro do setor na Costa Doce, solidificando cada vez mais esse pólo gastronômico”. “Entendemos que precisamos nos unir. O barco só anda se todos estiverem remando juntos e trabalhando coletivamente”, completa o presidente Felipe Lang.

 

Fonte: Abrasel RS