19/03/2015 - Redes que conquistaram o Brasil

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Coco Bambu, Vignoli, Geppos e Bebelu são alguns exemplos de negócios do ramo alimentício que começaram no Ceará e despontaram em todo o país

 

Primeiro foram conquistando o paladar do cearense e depois se espalharam pelo resto do Brasil. Os donos dos restaurante não necessariamente nasceram no Estado, mas o negócio sim.

É o caso do engenheiro civil Afrânio Barreira, que, nascido no Estado, era dono de uma construtora, mas por influência da esposa entrou no ramo de alimentação e fundaram, juntos, o restaurante cearense especializado em frutos do mar, Coco Bambu, em 2001, com a ajuda dos sócios Eugênio Vieira e Décio Rolim.

De lá para cá, são 15 lojas em sete estados: Fortaleza (CE); Teresina (PI); Salvador (BA); São Luís (MA); Brasília (DF); São Paulo (SP); Goiânia (GO). Para 2015, surgirão mais seis unidades no País: Campinas (SP), Águas Claras (DF), Shopping Market Place (SP), Curitiba (PR), Vila Velha (ES) e Rio de Janeiro (RJ), todas para no mínimo 500 lugares. No segundo semestre deste ano, a empresa decola para Miami (Flórida-EUA).

“O Coco Bambu não é um grupo – são lojas independentes – cada loja tem três sócios full time (período integral) tomando conta”, assim Afrânio conta um dos segredos de sucesso do restaurante, que possui mais de 50 sócios.

Isso significa que a rede não compra insumos conjuntamente. Cada estabelecimento faz negociações com seus próprios fornecedores, o que, para Afrânio, evita gasto com Centros de Distribuição (CD) e logística.

Mas para ganhar dinheiro não tem fórmula, o empresário trabalha o dia inteiro. “É trabalhar de manhã, de tarde e de noite. Tive sorte de casar com quem também se dedica e trabalha”, elogia a esposa, com quem já havia trabalhado quando abriram, nos anos 1989, a lanchonete especializada em pastéis, Dom Pastel.

Por falar na esposa, o menu servido na casa é escolhido a dedo por Daniela. “Ela quem faz os cardápios das lojas, a degustação do Coco Bambu”. São cerca de 150 opções de pratos, entre massas, peixes e outras carnes, com um custo médio cada de R$ 120, servindo até quatro pessoas.

 

A escolha

Com tanto sócio, Afrânio diz que não tem problema com nenhum. “Isso é empírico (descobrir bons sócios). Tem amigos de colégio da minha filha, amigos dos amigos, mas também não aceito todo mundo”.

A escolha de maneira tão próxima é para manter o padrão do empreendimento. “Só faço negócio com quem está disposto a fazer qualquer coisa para a operação funcionar, até ir ao valet se o manobrista faltar”, completa.

Assim, o estilo de comida e atendimento se mantêm nos restaurantes. Para o empresário, restaurante em que se come pouco e ainda cobra caro porque o chefe é famoso não o agrada. “Você sai e tem vontade de comer um cachorro quente”. Sua visão de restaurante é um lugar com um certo requinte e quando você come julga a comida tão boa que quando vai pagar diz “é um preço justo”.

 

Fonte: O Povo