09/02/2015 - Para não parar, bares de São Paulo criam 'cartilha' da seca

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Dicas ajudam empresário a minimizar impactos da falta de água

 

A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) de São Paulo elaborou uma série de recomendações aos seus associados para enfrentar a crise hídrica. Elas vão desde armazenar água da chuva para lavar pisos, paredes e banheiros, passando pela troca de equipamentos hidráulicos mais econômicos, até manter no estoque materiais descartáveis.

Segundo Percival Maricato, presidente da seccional, o principal objetivo é conscientizar o setor para a gravidade da crise hídrica. Em um eventual rodízio, Maricato diz que muitos fecharão suas portas. "Certamente [se houver rodízio] vai gerar desemprego", afirma.

Em todo país são cerca de 1,2 milhão de bares e restaurantes. O estado de São Paulo concentra sozinho mais de 10% do total (140 mil), sendo 50 mil na capital.

"Melhorando um pouco as condições, colocando caixas extras, entre outras coisas, pode ser que o bar suporte até uns três dias. Cinco [dias] é muito", diz.

A lista de recomendações inclui 15 itens. Um deles é o de comunicar os clientes com antecedência caso a água acabe. Em caso extremo, é recomendável fechar as portas mais cedo.

Entretanto essa não é a realidade vista em muitos estabelecimentos, sobretudo os da boêmia Vila Madalena (zona oeste da cidade de São Paulo) e da região conhecida como Baixo Augusta (centro da capital paulista). Em um pub na Augusta, lotado no último sábado de janeiro (31) à noite devido a transmissão da luta de Anderson Silva no UFC 183, os atendentes lavavam os copos com galões de água mineral, e os banheiros estavam na seca.

Confira as dicas para reduzir o consumo de água!

 

Fonte: Jornal Destak