12/01/2015 - Empresários de Mato Grosso querem veto de lei que põe fim à comanda

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Projeto de lei que proíbe a utilização de comandas ou cartões de consumo em bares, boates e restaurantes é questionado

 

Os empresários do ramo de casas noturnas farão pressão para que o governo vete a lei que proíbe a utilização de comandas ou cartões de consumo em bares, boates e restaurantes de Mato Grosso. A categoria afirmou que e projeto é inaplicável e inconcebível e que o setor sequer foi consultado para sua elaboração.

Na última terça-feira (6), a Assembleia Legislativa aprovou um projeto de lei que proíbe a utilização de comandas ou cartões de consumo em bares, boates ou restaurantes. O projeto determina que os estabelecimentos cobrem antecipadamente os produtos, ao invés do consumo ser pago na saída dos locais.

De acordo com o autor do PL, o deputado Nininho, a medida evitaria tragédias como o incêndio da boate Kiss, que matou 242 pessoas, no Rio Grande do Sul.

Conforme Nininho, o incêndio poderia ter gerado um número menor de vítimas, caso o pagamento adotado na ocasião não fosse por meio de comandas. “Testemunhas afirmaram que os seguranças não estavam deixando as pessoas saírem do local, por não terem pagado as contas. Seguranças, que faziam o seu papel, não tinham a noção ainda do que estava acontecendo e impediram a saída de jovens, sem o comprovante do pagamento de suas respectivas comandas”, diz.

Francisco Chaves, dono do restaurante Confrade, acredita que a lei é um absurdo e pode até reduzir o público nos locais. “Quem aprovou esta lei nunca deve ter ido a um restaurante. Nem tem lógica ou aplicabilidade. Imagina você chegando com a sua família e pedindo um vinho, duas cervejas, um refrigerante, uma porção de fritas, um filé à parmigiana, levantando indo pagar no caixa e depois entregando as fichinhas pro garçom e esperar a comida? Os clientes não merecem passar por isso”.

Chaves afirmou que os empresários irão procurar o autor da lei e o presidente da Assembléia para discutir uma alternativa quanto à medida.

Antônio Marinho, proprietário do bar Choros e Serestas, popular Chorinho, também trabalha com o sistema de cartão-comanda. Ele endossou o coro e afirmou que muitos clientes deixarão de procurar o local, caso a lei seja sancionada. “Estão tentando mudar a nossa cultura. Seria o mesmo que proibir de jogar futebol. O cliente gosta de sentar e pedir a bebida calmamente e pagar na hora de sair. Isto causaria muito incômodo. Aqui só tentam dificultar ao invés de facilitar”.

 

Fonte: Diário de Cuiabá *Matéria na íntegra disponível no site