18/12/2014 - Reajuste do gás de cozinha de uso comercial afetará preço de comida, diz Abrasel

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Segmento de restaurantes no Amazonas sentirá o impacto do novo preço e estuda como será a influência no custo direto

 

Com o reajuste médio de 15% do preço do gás de cozinha, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para uso industrial, comercial e a granel, o consumidor deverá pagar mais caro para comer nos restaurantes, segundo a entidade do setor de alimentação. O novo valor anunciado pela Petrobras, que entrou em vigor no último sábado (13), exclui a botija de uso doméstico.

“Sempre os custos são repassados aos clientes. As empresas, às vezes, têm que reduzir a margem de lucro. Mas o cliente acaba pagando alguma coisa. Não é que o reajuste será de 15%, isso ainda vamos estudar como será a influência no custo direto”, disse a diretora institucional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Amazonas (Abrasel-AM), Lilian Guedes.

De acordo com a empresária, este foi o segundo reajuste do ano. O primeiro foi em maio, de 10,8%, feito por uma das distribuidoras do Estado aos restaurantes. “Este (reajuste) de 15% foi autorizado, mas ainda não repassado”, explicou Guedes. Os valores do gás a granel pago pelos restaurantes variam de R$ 3,59 a R$ 4, o quilo, dependendo do consumo.

 

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Em nota, a Petrobras anunciou no último dia 12, o reajuste no percentual médio de 15%, com vigência a partir do dia 13, destinado aos usos industrial, comercial e granel. Esses segmentos correspondem a 25% do consumo brasileiro.

No Amazonas, duas empresas fazem a comercialização desse tipo de gás: Amazongás e Fogás.

O gerente comercial da Amazongás, Heron Lanhellas, confirmou que a Petrobras informou o repasse do novo valor de GLP. A correção será aplicado, mas o índice ainda não foi definido pela Amazongás, informou Lanhellas.

A Fogás informou que a Petrobras repassou às distribuidoras o aumento de R$ 0,19, por quilo. “A Fogás vai repassar exatamente o aumento que recebeu da Petrobras: R$ 0,19 por quilo para o segmento de GLP a granel, botijão de 2 kg e cilindros de 20 e 45 quilos”, diz a nota da empresa.

A Petrobras foi questionada sobre o motivo do reajuste, através de sua assessoria de imprensa, mas não informou o motivo da correção do valor.

 

Fonte: Diário AM