28/11/2014 - Uso do WhatsApp por lojistas da Savassi reduz criminalidade em 40%

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Ação mantém clientes nas ruas de Belo Horizonte

 

O sistema de comunicação entre comerciantes e militares pelo aplicativo de CELULAR WhatsApp, implantado na Savassi, na região Centro-Sul da capital, será expandido para o hipercentro e os bairros de Lourdes e Barro Preto, na mesma região. No primeiro mês de uso da ferramenta como tentativa de combater os índices de criminalidade na Savassi, a redução no número de ocorrências foi de 40%, segundo a Polícia Militar (PM).

Os RESULTADOS iniciais da iniciativa, implementada em 22 de outubro, com a adesão inicial de 30 comerciantes, foram apresentados nesta terça durante reunião na Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). Atualmente, quase cem comerciantes estão cadastrados.

O sistema funciona de maneira semelhante à rede de vizinhos protegidos, na qual a corporação é acionada por telefonema dos participantes, porém, a troca de informações é feita pelo WhatsApp. Os comerciantes que se cadastram na CDL-BH são adicionados ao grupo, no qual um policial militar fica por conta de acompanhar as mensagens e, a cada atitude suspeita, toma as medidas necessárias.

“Somente no primeiro mês de atuação, fizemos duas prisões e apreendemos dois adolescentes. Com a transmissão em tempo real das informações, muitas vezes com fotos dos suspeitos, os comerciantes passaram a ser os olhos da polícia. A redução nos CRIMES chegou a 40% e, diante desse sucesso da ação, vamos expandir a iniciativa para outras áreas”, explicou o comandante da 4ª Companhia da PM, responsável pela área, major Marcellus Rocha.

Aprovação. Os comerciantes da Savassi que participam da ação acrescentam que a iniciativa também aumentou a sensação de segurança de quem passa na região. “É nítido o aumento na efetividade e na rapidez da ação da polícia. Estou mais tranquilo para trabalhar”, relatou o empresário da região Leandro Melo, 33. Antes do início do sistema, ele teve a loja roubada duas vezes.

O proprietário do tradicional Bardo João, João Antônio Pimenta, 50, conta que essa foi a ação de segurança que deu mais resultados na região. “Eu mesmo já consegui identificar um suspeito de furtos após a divulgação da FOTO no grupo. Foi a melhor ação em 30 anos em que estou na Savassi”.

 

Expansão

Cadastro. CDL-BH e Polícia Militar realizam o cadastro dos comerciantes para criar o grupo no hipercentro e bairros de Lourdes e Barro Preto e, ainda neste mês, iniciar o programa nos locais.

 

COMO funciona a comunicação

Compromisso. Antes de entrar no grupo do WhatsApp, os comerciantes assinam termo de compromisso no qual assumem a responsabilidade de seguir as regras de uso da ferramenta. O objetivo é evitar que o grupo seja usado de forma inadequada, como para disseminação de correntes e de vídeos de piadas ou provocações de FUTEBOL, que poderia retirar o foco da ação.

ALERTA. Uma vez no grupo, os comerciantes começam a compartilhar atitudes que consideram suspeitas e até fotos de pessoas que foram flagradas cometendo algum tipo de crime. “É muito melhor que a rede de vizinhos protegidos, porque, uma vez compartilhada a mensagem, todos os comerciantes no grupo ficam sabendo imediatamente e já podem tomar medidas preventivas. Na forma anterior, o comerciante tinha que ligar para a polícia, e a informação não era espalhada para a comunidade.

Reforço. A Polícia Militar coloca à disposição um policial que vai acompanhar a troca de mensagens e tomar as medidas que julgar necessárias. Como ele não participa do policiamento ordinário da região, estará sempre à disposição. A corporação também divulga dicas de segurança no grupo.

 

Ação mantém o comércio de rua VIVO

Coordenador do conselho da Savassi na Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Alessandro Runcini destaca que a segurança na região é fundamental para manter o comércio de rua vivo. “Quanto maior a segurança, maior será o número de clientes e a qualidade de VIDA”, afirma.

A Polícia Militar (PM) informou que a criminalidade na Savassi está caindo gradualmente desde agosto e atribui a queda ao uso do WhatsApp e ao reforço do policiamento na avenida do Contorno.

 

Fonte: O Tempo Online