17/11/2014 - Exposição permite que visitante deguste objetos de arte em SP

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Evento mistura teatro, história e os melhores temperos brasileiros

 

Em São Paulo, a exposição "Como Penso Como" mistura teatro, história e os melhores temperos brasileiros.

A mesa fica posta e a mensagem, projetada. A cada visita, são muitos convidados. E lá vem o metre. A música antecede o prato e o que surge a seguir é luz, uma luminária de mandioca para ver e comer.

Essa arte que se devora tem nome, "food design" e, nesse jantar, tem tema: história. O projeto é ideia da Simone Mattar, que passou quatro anos pesquisando e montando o "espetáculo-degustação".

"Não existe nenhum projeto concebido na gastronomia a partir do olhar do design com o conhecimento tecnológico dentro da gastronomia", explica a food designer Simone Mattar.

Tudo é servido com arte com uma equipe de atores e de músicos interpretando cenas da história brasileira a cada prato que é servido. Uma das cenas é a do Baile da Ilha Fiscal, de 1889.

"Foi bem difícil porque você tem que trabalhar na síntese. Porque a grande estrela do espetáculo é que tudo compõe, é o prato que é apresentado para os comensais", diz Joca Andreazza, diretor do espetáculo.

Na viagem gastronômica pela história, tem prato oferenda para orixá, prato em homenagem ao sonho da monarquia e cabeças para serem devoradas revivendo a antropofagia dos índios que não pouparam o bispo Sardinha.

"A comida é boa, ao mesmo tempo essa experiência multisetorial da música tocando, falando da história do Brasil, a gente acaba aprendendo", afirma a publicitária Marcela Areal.

Carmen Miranda traz a banana dourada da terra. A pomba da paz cospe fogo de chocolate com pimenta em um prato que é para lamber e a renda nordestina feita de graviola para derreter na boca.

Uma viagem por vários Brasis, que faz a convidada se sentir meio no Nordeste meio no Sul.

 

Fonte: Jornal da Globo