11/11/2014 - Fast food fora do shopping

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Custos elevados fazem lanchonetes ocuparem as ruas, como é o caso da rede Big X-Picanha

 

Para escapar dos elevados custos de aluguel em shopping centers, a rede de fast food Big X-Picanha, que possui 40 lojas estabelecidas em centros comerciais e apenas cinco em imóveis, adotou como meta estratégica reverter essa proporção, como disse Rita Poli, diretora de franquias da marca, ao Diário do Comércio. A seguir, os principais trechos da entrevista:

 

Como estão os custos para manter uma loja em shopping? Houve algum tipo de aumento fora do previsto no último ano?

Os custos de ocupação estão bastante altos. Há cerca de quatro anos, o setor de food serviceconsiderava ideal que correspondesse a 10% do faturamento bruto. Hoje, a despesa em alguns shoppings chega a corresponder a até 24%. Como o custo de ocupação é a soma da locação, condomínio e fundo de promoção, o impacto do aumento se torna muito grande.

 

Como esses custos estão afetando a empresa e quais as medidas que estão sendo adotadas para driblar o aumento das despesas?

Além do problema da inflação e a diminuição do consumo, trabalhar com aumento das despesas é uma grande dificuldade que não é fácil de ser contornada. Cada vez fica mais difícil alcançar o ponto de equilíbrio.

 

O que encarece mais os custos de manutenção de uma loja de shopping?

As manutenções mais pesadas são com exaustão, ar condicionado e refrigeração.

 

Houve alguma reformulação no cardápio devido ao aumento de custos?

Não, ainda não repassamos nenhum aumento para os clientes.

 

Quais as vantagens e as desvantagens de se ter uma loja no shopping?

As vantagens são um fluxo de pessoas garantido, segurança, estrutura (limpeza, mesas e cadeiras). A desvantagem são, claro, os custos elevados.

 

Qual é o plano de expansão da empresa?

Continuaremos com a expansão em shoppings, porém, estamos abrindo modelos de rua com menormetragem, com custo de ocupação baixo e com menor número de funcionários.  O que antes era 85% shopping e 15% rua, pretendemos que fique meio a meio.

 

Fonte: Diário do Comércio