10/11/2014 - Natal e Ano Novo aquecem bares e restaurantes da cidade

CLIPPING - NOTÍCIAS DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO PAÍS

 

Abrasel Ceará estima aumento de até 20% nas contratações

 

O início da alta estação e a grande procura por espaços para confraternizações fazem de dezembro o mês mais esperado de todo o ano pelo setor de bares e restaurantes de Fortaleza, que alcançam um aumento de até 20% no faturamento nesse período, segundo informa a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE).

E o fim de 2014 é especialmente aguardado pelos empresários do ramo, que apostam no retorno a Fortaleza dos turistas que conheceram o Estado durante a Copa do Mundo.

 

Até 20% mais de pessoal

A contratação de mais pessoas é o maior investimento feito nessa época, de acordo com o presidente da Abrasel-CE, Ivan Assunção. "Entre os associados, estimamos que exista uma elevação do quadro de funcionários em torno de 10% a 20%, e boa parte dessas pessoas acaba sendo absorvida depois da alta estação", explica Assunção.

As funções ligadas ao atendimento do público, como garçons e ajudantes, principalmente, são as mais demandadas por esses estabelecimentos.

A expectativa para o crescimento do faturamento, projetada entre 8% e 10% a mais que o ano passado, é apoiada, de acordo com Assunção, na volta dos turistas da Copa do Mundo. "Existe a expectativa de que a gente possa ter um movimento superior aos anos anteriores e comece a colher os frutos dos estrangeiros que vieram aqui em junho", estima.

 

Demanda muda rotina

O movimento de turistas na cidade e a própria mudança de hábito dos fortalezenses vêm também impondo um horário diferenciado de funcionamento em alguns estabelecimentos, que passaram a abrir também na noite que antecede o Natal.

 

"Abrem para receber as pessoas que não querem fazer a ceia em casa, ou para aquelas pessoas que, depois de se reunirem com a família, saem para se divertir ou confraternizar", explica o presidente da Abrasel-CE.

Esse fluxo, segundo ele, vem se intensificando nos últimos dois anos, mas a demanda já é presente há um bom tempo no restaurante Geppos, um dos que funciona na noite do dia 24.

"A casa fica cheia, principalmente em função das famílias pequenas, que às vezes se sentem mais à vontade para confraternizar no restaurante do que em casa, porque o ambiente colabora", explica Deda Cardoso Gomes, um dos sócios do restaurante, sobre o comportamento dos clientes na noite de Natal.

 

Reservas  desde novembro

Além do fluxo da véspera natalina, a movimentação no restaurante de Deda começa a aumentar ainda no mês de novembro, com as reservas  para confraternizações de grupos de amigos, empresas, entre outros grupos.

 

Crescimento de 40%

Toda essa movimentação iniciada em novembro tem o ponto alto em dezembro, quando o faturamento chega a crescer até 40% por conta da demanda das festas de fim de ano.

"Desse crescimento global, 20% é por conta dos eventos que recebemos", acrescenta Deda.

Para as confraternizações, o restaurante oferece pacotes especiais, com preços que variam de R$ 45 a R$ 95 por pessoa, quando reunidas em grupos de, no mínimo, 15 pessoas. A refeição inclui opções de entradas, pratos principais e também sobremesas.

 

Hotéis esperam ocupação máxima até dezembro

Também impulsionado pelo fluxo da alta estação, o setor hoteleiro espera atingir 100% de ocupação até dezembro, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis  no Ceará (ABIH-CE). "Já estamos com 90% dos leitos reservados para o Natal. Esse já é o retorno, principalmente no mercado interno, dos turistas que viajaram para cá durante a Copa, essa foi a grande vitrine do Ceará", constata o presidente da ABIH-CE, Darlan Leite.

Com o aumento do custo da hospedagem, em função da grande procura por leitos, o faturamento do setor chega a crescer 30% nesse período. Os investimentos em mão de obra para atender os visitantes, segundo Leite, não envolvem a contratação de mais funcionários, mas o treinamento sistemático dos colabores que já atuam na área.

"Nós já temos estrutura e funcionários suficientes para atender muitos turistas em qualquer estação", defende.

De acordo com Darlan, a rede hoteleira da Capital não depende mais da sazonalidade, como outros setores. "Depois do Centro de Eventos, passamos a ter o turismo de negócios, que diminuiu sensivelmente o fantasma da baixa estação, temos uma linearidade na ocupação por conta disso", justifica.

 

 

Fonte: Diário do Nordeste