05/11/2014 - Últimas reservas de mercado em cartões começam a cair neste mês

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Novas marcas de cartões vão rodar no mercado

 

Os lojistas que usam as maquininhas de Cielo e Rede (ex-Redecard) para receber pagamentos eletrônicos vão começar  a aceitar uma nova leva de marcas de cartões a partir deste mês, apurou o Valor. Os comerciantes que têm a máquina da Cielo passarão a poder aceitar cartões Hiper/Hipercard, que antes só passavam na Rede. Já quem tem o terminal da Rede poderá receber pagamentos com cartões das bandeiras American Express (Amex) e Elo.

Ao Valor, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços (Abecs), Marcelo Noronha, confirmou que há acordos  assinados entre suas associadas neste sentido, mas não pôde revelar quais as empresas. A expectativa é que o anúncio dos acordos seja feito hoje, em um congresso da indústria de cartões, em São Paulo.

"Na condição de associação, estimulamos as bandeiras que ainda não eram aceitas por todos que procurassem firmar acordos para abertura" afirma Noronha. Segundo ele, ainda neste ano, os acordos já assinados de abertura serão testados em um grupo mais restrito de lojistas. Ao longo do ano que vem a base será expandida. "Nossa expectativa é ter, em um espaço de tempo entre seis e 12 meses, um número significativo de estabelecimentos sem restrições de captura", afirma.

O fim da exclusividade de captura dessas três bandeiras é um novo marco de um movimento iniciado há mais de quatro anos, de estímulo à competição do setor de pagamentos eletrônicos. Em julho de 2010, Cielo e Rede deixaram de ter o monopólio de capturar cartões Visa e MasterCard, respectivamente. A autorregulação foi uma resposta à pressão do Banco Central (BC) sobre o tema.

Desde então, a autoridade monetária pressiona pela abertura das marcas que resistiram fechadas. O argumento é que o fim dessas exclusividades diminui barreiras para novos competidores, que não capturam essas bandeiras, entrarem no segmento. Também reduz custo para o lojista, que não precisa ter máquinas de duas empresas diferentes. Esse debate ganhou urgência com o forte crescimento da bandeira Elo.

"O BC sempre estimulou a Abecs e as associadas a abrir a captura das bandeiras. Nossa preocupação foi chegar ao início de novembro com parte dos acordos selados para começar  a caminhar do ponto de vista operacional", diz Noronha. Ele reforça, porém, que nem a Abecs, nem o regulador, determinaram os modelos de remuneração e de captura que as empresas deveriam adotar nesse processo.

 

Fonte: Valor Econômico Online *Matéria na íntegra disponível no site