02/10/2014 - Bufês crescem 412% no Brasil em sete anos

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Micro e pequenas empresas estão mais competitivas no mercado

A quebra de tradição dos casais brasileiros tem se tornado uma oportunidade de negócio para as empresas que fornecem serviços e produtos voltados para os noivos e as festas de casamento. Maio não é mais o mês das noivas e 39% dos matrimônios celebrados no país acontecem nos quatro últimos meses do ano. Segundo o IBGE, a temporada de casamentos no Brasil começa em setembro e, com ela, se inicia uma época de lucro para o segmento que fornece produtos para as cerimônias e recepções, como os bufês, uma atividade que cresceu 412% nos último sete anos de acordo com levantamento inédito do Sebrae.

 

O Brasil tem hoje 21.958 pequenas empresas que fornecem serviços de alimentação para eventos e recepções, número cinco vezes maior que o de 2007, quando o Brasil tinha 4.285 pequenos negócios no segmento de bufês. Em todo o país, o Sebrae atende mais de três mil micro e pequenas empresas de bufês. A instituição oferece para esses empresários informações e diferentes soluções disponíveis nos pontos de atendimentos dos estados, com o objetivo de apoiar os empreendedores a planejar e a gerir melhor seus empreendimentos.

 

“Um bufê precisa ser mantido nas mais perfeitas condições de ordem e higiene, ter uma área independente para recebimento e armazenagem de mercadorias e outra para a produção e manipulação de alimentos, além dos demais cuidados que qualquer outra empresa deve ter”, ressalta o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barreto. “Nosso portfólio tem, para as empresas desse ramo, soluções com foco na gestão do alimento seguro , no atendimento ao cliente, boas práticas de alimentação, gestão de estoques, melhoria do processo produtivo e gestão de resíduos”, enumera. Segundo Barretto, o setor de alimentação fora do lar, na qual estão incluídos os bufês, teve um crescimento significativo nos últimos anos graças ao aumento da renda do brasileiro.

 

Dados estaduais

 

Analisando a distribuição das empresas pelo Brasil, com dados disponibilizados do período de 2007 a 2012, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentravam 61% dos bufês brasileiros, com 5.596, 2.551 e 1.498 estabelecimentos, respectivamente. No Rio de Janeiro, o crescimento das empresas do ramo foi de 319% entre 2007 e 2012, 106 pontos percentuais acima da média nacional.

 

Um bom exemplo do aquecimento do setor na capital fluminense é o caso da empresa de Bruno Duarte. Mineiro de Uberlândia, o chef de cozinha se mudou para o Rio de Janeiro há quatro anos para tentar a sorte. Nesse período trabalhou na cozinha de restaurantes da cidade e depois decidiu investir no bufê. O D&A Gastronomia foi criado por Bruno há menos de três anos e já tem uma agenda cheia com o diferencial de oferecer cardápios exclusivos tanto para eventos corporativos como familiares.

 

“A quantidade de profissionais atuando na área da gastronomia aumentou muito nos últimos anos, mas a qualidade do serviço também caiu muito. Diante de tantos concorrentes, nos preocupamos em manter nossa qualidade e oferecer produtos com alto valor agregado, nem que, para isso, tenhamos que cobrar mais caro. Esse é o nosso conceito”, afirma.

 

Para comandar o negócio com segurança, Bruno que já tinha tentado um negócio próprio com um bar, que acabou fechando, não quis cometer o mesmo erro. Desde que abriu o bufê, em 2011, ele utiliza as consultorias do Sebrae. “Sempre participo de palestras, de eventos, busco novas oportunidades. Foi por intermédio do Sebrae que aprendi a ver o meu negócio com profissionalismo”, conta.

 

O chef começou suas atividades como Microempreendedor Individual (MEI) e ainda no primeiro ano de funcionamento ultrapassou o faturamento de R$ 60 mil por ano, migrando para a categoria de microempresa. E a expectativa para os próximos anos é de mais crescimento. “Estou fechando uma parceria com uma casa de festas na Barra da Tijuca para ser o bufê exclusivo deles e fui indicado pelo Sebrae para ser um fornecedor do Comitê Olímpico Internacional (COI) para as Olimpíadas de 2016”, relata o empresário. “Esse conceito de mês das noivas está mudando. Faço casamentos o ano todo e a demanda aumenta muito no segundo semestre.”

 

 

 

Fonte: Agência Sebrae de Notícias