30/09/2014 - Comer e beber fora, sem estresse

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O brasileiro adora bar e restaurante, mas sofre com filas, contas e atendimento. Empreendedores criativos propõem soluções para esses problemas

Há quem diga que a fila do lado de fora mostra se o restaurante é bom. E que a maior discussão de mesa de bar é sobre quem paga a conta. No que depender de um punhado de empreendedores inventivos, as filas encolherão, e as contas deixarão de ser tema de discussão. Eles criaram tecnologias para facilitar a vida de ao menos 70 milhões de brasileiros – a metade das classes média e alta, que costumam comer e beber fora de casa. Se os consumidores gostarem, essas tecnologias também aquecerão os negócios do 1 milhão de bares e restaurantes no país, segundo a associação do setor (Abrasel). A seguir, algumas dessas ideias.

 

CERVAONDE

 

O carioca Fabio Mendonça criou o Cervaonde, aplicativo que mostra o preço da cerveja em bares de todo o país. Teve a ideia depois de uma experiência ruim. Numa reunião na casa de amigos, a bebida acabou. Em busca de cerveja, Mendonça rodou o bairro e só encontrou um bar, que cobrava um preço absurdo. “Percebi que minha ideia tinha futuro e a apresentei como projeto final num curso de empreendedorismo ”, diz. O aplicativo está disponível para iPhones desde janeiro. A versão para Android deverá sair em setembro. Ele é colaborativo. “Os usuários cadastram novos bares e atualizam o preço da cerveja”, afirma Mendonça. O Cervaonde inclui uma ferramenta para dividir a conta e um jogo para decidir quem será o “motorista da vez”, o amigo que deixa de beber para dirigir.

 

KIIK LINE

 

Os paulistanos deram um passinho à frente na redução das filas. A empresa de tecnologia incube (com minúscula) criou o aplicativo Kiik Line. Hoje, alguns restaurantes dão ao cliente em espera um sinalizador, que pisca e vibra quando chega a hora de entrar e sentar. Mas o cliente precisa ficar no raio de alcance do sistema, perto da porta do restaurante. Com o Kiik Line, o cliente dá à recepcionista o nome e o número do celular. Vai para onde quiser. Recebe pelo celular o tempo estimado de espera, o número da comanda e o aviso de que é hora de entrar. O Ritz, no Shopping Iguatemi, usa a novidade desde junho. “Desenvolvemos uma opção para o cliente entrar na fila do restaurante antes de sair de casa”, diz Alex Barbirato, fundador da incube. A empresa fez também o aplicativo Kiik Pay, que divide e facilita o pagamento da conta.

 

PSIU GARÇOM

 

O empresário José Rubens de Almeida, de 64 anos, inventou em 2008 um sistema hoje familiar: o botão instalado na mesa para chamar o garçom. Ele pediu uma patente pela criação. Almeida trabalhava com computação e chegou ao sistema Psiu Garçom por causa de um incômodo pessoal. “Detesto parar a conversa na mesa para tentar chamar a atenção do garçom”, diz. Almeida hoje faz adaptações de sua invenção para grandes ambientes, com painéis de LED e telas de TV que exibem o número da mesa à espera de atendimento.

 

RADIOLA DIGITAL

 

O aplicativo Radiola Digital nasceu com a missão de transformar os clientes em DJs de seus restaurantes favoritos. “Cada estabelecimento monta sua lista de músicas e, à medida que os clientes escolhem o que deve tocar, uma fila de espera é formada”, diz Rodrigo Vasconcelos, sócio diretor da Inhalt, empresa que desenvolveu o aplicativo. Por enquanto, apenas restaurantes do Recife contam com o Radiola. A intenção é que, até o fim do ano, o aplicativo alcance 70 mil usuários.

 

TIPPZ

 

Em Goiânia, Vandré Sales, fundador da PontoGet Inovações, percebeu uma necessidade. Poucos bares e restaurantes adotam a comanda individual, que permite a cada cliente numa mesa saber exatamente quanto consumiu. O sistema Tippz, da PontoGet, funciona como uma comanda individual eletrônica. Os estabelecimentos podem se cadastrar e incluir seus cardápios no sistema, ou o próprio cliente pode fazer isso com os itens do cardápio que consumir, se o restaurante não for cadastrado. Ele inscreveu a ideia no Programa Start-Up Brasil, do Ministério da Ciência e Tecnologia, e recebeu R$ 200 mil.

 

 

Fonte: Revista Época