16/09/2014 - Copa 2014 turbina venda de vinhos

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Exposição brasileira e ação de marketing ajudam mercado. Destaque é a Lidio Carraro

 

O Mundial 2014, quem diria, turbinou o mercado de vinhos. Especialmente para a vinícola Lidio Carraro, do Rio Grande do Sul, que emplacou o rótulo Faces como vinho oficial da Copa. Como resultado, as vendas cresceram 300% no mercado interno e 400% para o exterior. A Lidio tem um portfólio grande, de 20 rótulos. E o desafio é o mesmo de todo o setor: a elevada carga tributária, que chega a 52% do preço final da bebida.

 

Diretor comercial da Lidio Carraro, Juliano Carraro conta que em 2007 a empresa foi escolhida para representar o vinho brasileiro nos jogos Pan-Americanos. “Triplicamos as vendas até 2009, quando voltamos ao normal. A Copa teve um efeito maior”, diz. Em 2011, eram 300 mil garrafas. Ano passado, foram 700 mil.

 

O “sonho” de criar a empresa vem de 1998. Mas a primeira safra da Lidio é de 2002, com a chegada efetiva da marca ao mercado em 2004. Ou seja, são 10 anos de vendas, marcados com o sucesso de marketing do Faces.

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“Mas a carga tributária é um impeditivo”, conta.

 

Justamente para estimular o consumo da bebida, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), promoveu na última terça-feira a terceira etapa do Circuito Brasileiro de Degustação 2014 em Pernambuco.

 

Moacir Mazzarollo, presidente do Ibravin, explica que o Brasil já está entre os melhores produtores de espumante do mundo. Por outro lado, diz, os vinhos nacionais, que eram simples, hoje são bebidas sofisticadas e apreciadas dentro e fora do Brasil.

 

Em 2013, a venda de vinhos subiu 7% e a de espumantes, 10%. Para 2014, a previsão é de alta de 10% para os vinhos e de 20% para os espumantes.

 

A média de consumo por pessoa, em um ano, é de 1,8 a 2 litros no Brasil, contra 27 na Argentina, conta Moacir. A questão é a carga tributária, de até 52%, dependendo do produto. Na Europa, é 17% e há países que até subsidiam a produção.

 

Fonte: Jornal do Commercio *Para ler na íntegra, visite o JC Online