11/09/2014 - Rede de fast-food com toque nordestino traça expansão no Sudeste

CLIPPING - NOTÍCIAS DOS PRINCIPAIS VEÍCULOS DO PAÍS

 

Criada no Ceará, a Bebelu Sanduíches planeja atingir 100 unidades até o fim de 2015

O conceito de fast-food não tem muitas características brasileiras. Uma das poucas é a inclusão do guaraná no cardápio. Fora a bebida, não há muito espaço para a inovação – as redes não fogem muito dos hambúrgueres, batatas, refrigerantes e milk-shakes. No entanto, uma empresa criada há 28 anos no Ceará aposta na inclusão de um sabor nordestino nos lanches: a Bebelu Sanduíches, rede com 67 unidades em 14 estados. O plano da franquia é ficar mais conhecida no Sul e no Sudeste nos próximos anos e conquistar a centésima unidade em 2015.

A primeira unidade da rede foi fundada em 1986, em Fortaleza, e tinha um nome diferente do atual. Em seus primeiros 13 anos, a empresa se chamava Babalu Sanduíches. O nome remetia ao apelido de Dernier Pessoa Rios, fundador do negócio. No fim da década de 1990, já com algumas unidades em funcionamento, o nome foi mudado para Bebelu, pois o original já havia sido registrado por outros empreendedores. Em 2004, o fundador vendeu metade do negócio para Rony Ximenes, que assumiu a responsabilidade de franquear o negócio e reestruturar processos administrativos. Em 2010, após a morte de Rios em um acidente de ultraleve, Ximenes se transformou no principal nome da Bebelu.

O cardápio da Bebelu tem alguns diferenciais em relação à concorrência. Os sanduíches da empresa levam ingredientes pouco convencionais, como pão árabe e filés. Outros têm sabores nordestinos, como carne de sol e de carneiro, queijo prato e mandioca. A influência regional também está nas bebidas: os restaurantes vendem sucos com frutas típicas do Nordeste, como cajá, acerola e graviola.

Segundo Ximenes, as unidades oferecem sanduíches maiores que os da concorrência. "Temos opções com o dobro de tamanho dos lanches de outras redes. A economia para o cliente da Bebelu é de, em média, 40%", afirma. O público-alvo da rede pertence às classes B e C.

Nos primeiros anos após virar sócio, segundo Ximenes, a expansão foi mais tímida. Ele lista duas razões para isso: a falta de informação dos empreendedores sobre o franchising e a rejeição da Bebelu no Sul e no Sudeste. "Percebemos que o brasileiro era muito criativo e, por isso, não se adaptava muito bem ao setor de franquias, que exige padronização. Além disso, era mais difícil entrar em estados fora do Nordeste. No entanto, essa situação vem mudando", diz o empreendedor.

Até o fim do ano, a Bebelu deve abrir mais 10 lojas – todas elas estão em processo final de implantação. Para 2015, a meta é inaugurar outras 25 e superar as 100 unidades. No entanto, de acordo com Ximenes, é possível que a empresa consiga até 40 operações no ano que vem. O empreendedor diz que o foco da Bebelu está nas capitais do Sul e do Sudeste, mas que não descarta interessados de cidades do interior. "O objetivo principal é mostrar que uma empresa nordestina pode vencer em outras regiões."

 

Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios *Para ler na íntegra, visite o site da PEGN