08/09/2014 - Apagão de cozinheiros e garçons atinge restaurantes de Brasília

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Problema piorou nos últimos anos, e alguns estão importando profissionais. Empresários afirmam que funcionários despreparados afastam clientes.

Um apagão de mão-de-obra atingiu os restaurantes de Brasília: estão faltando bons cozinheiros e garçons. O problema piorou nos últimos cinco anos, e tem restaurante mandando trazer profissionais de outros estados. O problema é que isso custa caro, e treinar a equipe toma de dois a três anos, segundo donos de restaurantes.

Três restaurantes e um grande problema: a falta de mão de obra qualificada. Ao todo, 80% dos funcionários foram treinados pelo dono, Gil Guimarães. “Acho que agora já começa a ter universidade já formando chefes, mas eu acho que precisa da experiência, do treinamento, dos estágios”, afirma o empresário.

Investimento alto e o retorno demorado. “Isso dificulta muito manter a casa aberta, e muito pior ainda se você pensar em ampliar o seu negócio”, afirmou Cleyton Machado, presidente do Sindhobar.

Falta de tudo nos restaurantes, bares, lanchonetes e confeitarias de Brasília: garçons, atendentes, ajudantes e chefes de cozinha.

Lui Veronese é uma exceção: trabalhou em São Paulo, na Europa, e continua se dedicando. “Tem que ter esse interesse, essa vontade de estar na cozinha, de fazer a arte, de estudar o caso, e abraçar a causa porque se não tiver isso não adianta, vai sofrer bastante, vai acabar largando”.

Empresários dizem que a preparação de um profissional, para ficar do jeito que eles querem, leva de dois a três anos. Por isso, restaurantes de outros estados que são abertos em Brasília preferem trazer de fora seus funcionários.

Foi o que fez Roberto Magnane. O chef do restaurante dele veio de longe. “Ele é paulistano, mora em Curitiba, nos atende há vários anos e veio aqui nos dar esse suporte para agora e para os próximos meses”, revelou o empresário.

Tanta preocupação porque o funcionário despreparado espanta cliente. “O consumidor, sem dúvida, vai sentir na ponta o reflexo desse profissional que as vezes não trabalha com gosto, com amor pelo que faz”, destacou Rodrigo Freire, presidente da Abrasel do Distrito Federal.

Com o mercado a caça de profissionais, uma turma encarou um curso de um ano. Ana Cláudia de Abreu já trabalha na área e está se especializando. Espera sair daqui disputada pelo mercado.  “Quem se prepara sai na frente, tem mais chance”, comentou.

Para quem tem qualificação, não falta emprego. E para quebrar o ciclo do mau atendimento, clientes não devem se conformar com serviço ruim. Reclamar é um direito e pode ser uma boa dica para o empresário, dono de bar e restaurante.

 

Fonte: Bom dia Brasil DF