03/09/2014 - Bons negócios e com pouco capital

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Apesar do foco em serviços, a diversificação de atividades é um dos estímulos à expansão das microfranquias no país. O segmento é incentivado ainda por novas regras impostas pela Proposta de Emenda Constitucional 66 (a PEC das domésticas), maior desemprego em setores como a indústria, expansão do modelo home based e possibilidade de ser uma segunda fonte de renda. Em contrapartida, também lidera a mortalidade na indústria, apesar da intensificação dos esforços de franqueadores em treinamento e capacitação.

Para o diretor responsável por microfranquias na Associação Brasileira de Franchising (ABF), Edson Ramuth, a tendência é o segmento se manter em alta. "O setor oferece oportunidades de investimentos acessíveis, sem espaços comerciais", diz. Ramuth encabeça o grupo Multifranquias, especializado em microrredes, com 300 unidades de várias marcas.

A próxima iniciativa do empresário é a Bacon Mania, microfranquia de fast food com sanduíches à base de bacon para trailers ou pequenas lojas com 20 metros quadrados, com padronização por adesivos e investimento limitado a R$ 80 mil. A marca tem unidade piloto funcionando em São Paulo e lança franquias em dois meses.

Hoje, pouco menos de uma em cada dez marcas de franquia no país encaixa-se na definição de microfranquia. No ano passado, o segmento avançou 29% em unidades e 31% em faturamento, movimentando perto de R$ 6 bilhões - 5% do mercado total, que cresceu 11%. A atratividade do setor é tanta que levou marcas gigantes como Ambev a apostarem no mercado.

A Ambev criou o modelo Nosso Bar em 2011 para micro e pequenos empreendedores e soma 800 unidades em operação na capital paulista. Agora expande-se para o interior do Estado e para o Rio de Janeiro. Exige investimento inicial a partir de R$ 28 mil para um bar popular, com modelo personalizado - nome e cardápio do estabelecimento ficam a critério do franqueado. "Bares renovados como franquias Nosso Bar veem seu faturamento crescer por volta de 40%", diz o gerente corporativo de franquias Alberto de Souza Filho.

Segundo Renato Ticoulat, responsável pelas marcas Jan-Pro (limpeza corporativa) e Limpeza com Zelo (limpeza doméstica), o conceito de microfranquia engloba no Brasil modelos distintos em mercados como o americano, onde vigoram segmentos como negócios operados em casa (home based), focados em minorias ou direcionados a veteranos de guerra; ou ainda negócios de oportunidades, voltados a produção de bens como tijolos ou fraldas que contam com regulamentação própria. "A diferença é a cobrança de royalty fixo e baixo, não variável de acordo com o faturamento", diz.

De acordo com ele, boa parte das microfranquias brasileiras operam neste modelo, o que aumenta os riscos para o franqueado - não por acaso, o segmento de microfranquias sofre com índice de mortalidade superior aos 3% do setor de franquias como um todo no Brasil, segundo informações da ABF.

Ticoulat hoje tem na Limpeza com Zelo 12 franqueados ativos, outros 12 em processo de abertura e até o fim do ano quer ter mais 60. A Jan-Pro, por sua vez, soma 11 escritórios regionais, 150 franqueados e faturamento de R$ 48 milhões.

 

Fonte: Valor Econômico *Para ler na íntegra, visite o site do Valor