27/08/2014 - Rio Preto (SP) está comendo mais e melhor

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Rio Preto ganha um restaurante por semana. O ritmo de crescimento do setor se mantém estável há cinco anos, bem de acordo com a mudança de comportamento do consumidor, que prefere almoçar perto do trabalho para economizar tempo, crescimento da população e maior poder aquisitivo. Há opções gastronômicas para todos os tipos de paladar, bolso e necessidade. A cidade tem hoje em funcionamento 382 restaurantes, conforme a Secretaria Municipal da Fazenda. Em média, 53 abrem as portas a cada ano - 2010 (51 novos), 2011 (58), 2012 (55), 2013 (57) e 2014 (48, até agosto). Por outro lado, pelo menos outros 25, em média, estima o Sebrae, encerra as atividades antes de completar um ano de existência, quase sempre por falta de planejamento.

 

Redentora, Centro, Santa Cruz e Boa Vista ainda são bairros que mais atraem empresários na hora de investir, embora o olhar está mais abrangente e se estende para a cidade inteira. O morador da zona norte, por exemplo, ganhou somente neste ano mais nove opções de lugares para comer. Bairros como Yolanda, Bordon, Cidade Jardim, Vila Curti e Esplanada foram alvos de investimento.

 

Segundo as projeções do estudo IPC Maps, no ano passado o rio-pretense gastou R$ 502 milhões para se alimentar fora de casa. Em 2014, o valor deve atingir o patamar de R$ 620 milhões - crescimento de 23,5 %, o que explica o interesse pelo setor. Comer em restaurantes deverá superar gastos essenciais, como vestuário (R$ 279 milhões), higiene pessoal (R$ 184 milhões) e medicamentos (R$ 290 milhões).

 

Paulo Silva, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Rio Preto, afirma que o setor alimentício foi favorecido pela abertura de shoppings, crescimento populacional e potencial econômico da região. “Existe grande diversidade para atender a todos os públicos. O consumidor ganha possibilidades no momento de escolher. A economia é favorecida.”

 

Silva estima que o gasto médio individual do consumidor varia de R$ 10 a R$ 20 (almoço) e R$ 50 a R$ 60 (jantar). É claro que o valor pode ser maior ou menor, em razão da gama de opções, preços e serviços. O famoso sistema self service é o tipo de restaurante que mais é aberto em Rio Preto, seguido dos japoneses e pizzarias. O investimento para abrir um restaurante oscila de R$ 15 mil (modelo mais simples, de bairro) a R$ 5 milhões (franquia de cozinha internacional).

 

Simone Haduo, consultora do Sebrae e especialista na área de alimentação fora do lar, afirma que o mercado e o próprio público não absorvem tantos novos restaurantes. Assim, pelo menos metade fecha as portas antes do primeiro ano de atividade. “Mesmo assim, o mercado não para e responde com a abertura de novos estabelecimentos. O consumidor quer comodidade. Prefere almoçar perto do trabalho para fugir do trânsito e economizar tempo.”

 

Segundo Simone, planejamento falho é o grande vilão do novo estabelecimento. Falta de capital de giro para cobrir os meses de déficit e ponto comercial ruim são outros fatores que colaboram para o fracasso do negócio. “É necessário se programar, estudar o mercado e a concorrência e acertar na escolha do imóvel, que deve ser bem localizado e acessível.”

 

Fonte: Diário Web *Para ler na íntegra, acesse o Diário Web